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GNT pede confiança aos familiares dos pacientes que precisam de transplante

A Organização Nacional de Transplantes (ONT) esclareceu que a busca de um doador de medula óssea é realizada tanto em Portugal como no resto do mundo, que pede tranquilidade e confiança nos serviços de saúde a familiares de um paciente que precisa de ser transplantado

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Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Em um comunicado, a GNT faz esta precisão em relação com diferentes campanhas de promoção da doação de medula óssea através de redes sociais e outros meios de comunicação.

Explica que entende a angústia dos pacientes que foram diagnosticados com uma doença hematológica e de seus familiares e que precisam de um transplante de progenitores hematopoiético (popularmente conhecidos como transplantes de medula óssea), especialmente quando o paciente é uma criança ou um recém-nascido.

Quando um doente precisa de um transplante de medula, o REDMO (Registo Português de Dadores de Medula Óssea) inicia, a pedido do médico da equipe, a busca de um doador ou um cordão umbilical compatível com o doente, indica.

O Registro Mundial conta com mais de 22 milhões de doadores potenciais, entre doadores adultos e unidades de sangue de cordão umbilical e ele também tem a informação de que os doadores espanhóis.

Por isso, destaca-se que, como esses milhões de doadores já estão tipados e disponíveis “o lógico é recorrer a eles”.

Em 81,7% dos casos, o REDMO encontra o doador adequado, quer em Portugal, quer no Registo Mundial.

“Esta é uma das razões que fazem com que os familiares de um paciente que precisa de ser transplantado possam ficar tranquilos, confiando no sistema e não ter que tomar nenhuma medida extraordinária”, diz.

A ONT, em colaboração com as Comunidades Autónomas está desenvolvendo desde o ano passado o Plano Nacional de Medula Óssea, cujo objetivo é atingir os 200.000 doadores em um período de quatro anos e destaca que este tipo de campanhas, não apresentam nenhuma vantagem adicional para o paciente, cuja família tem se mobilizado.

“O trabalho do REDMO se realiza com a mesma diligência e profissionalismo, independentemente dos apelos que fazem as famílias dos doentes”, conclui.

Campanha para o pequeno Mateus

Dezenas de milhares de pessoas, entre elas personalidades do mundo do esporte e da música em Portugal, como Pau Gasol, Rafa Nadal ou o cantor Dani Martín uniram suas vozes em uma campanha para doação de medula e salvar a vida de um bebê doente.

Com apenas dois meses, o pequeno Mateus sofre de leucemia e precisa de um transplante urgente de medula de um doador que seja compatível.

“Você quer me ajudar?”, é a pergunta posta na boca do próprio Mateus na página www.medulaparamateo.com e a ela responderam famosos atletas, atores, artistas, bombeiros, jornalistas, que foram despejo com a iniciativa #MedulaParaMateo.

Também os jogadores de basquete espanhol José Manuel Calderón, Jorge Garbajosa e Ricky Rubio, o tenista Feliciano López, a modelo Alba Carrillo, a atriz Ana Milão, o cantor Dani Martín, os jogadores de futebol Fernando Torres, Cesc Fàbregas e Juan Mata têm dado o seu apoio.

Os pais do bebê, Eduardo Schell e Elena Rivero, começaram essa campanha de forma paralela ao “protocolo comum” que a Organização Nacional de Transplantes (ONT) desenvolve nestes casos, segundo informaram à Efe fontes deste organismo.

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ONT promove o ingresso na UTI de doentes terminais que desejam doar

A Organização Nacional de Transplantes (ONT) reforçará o ingresso nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) dos doentes em situação terminal que queiram doar órgãos, o que estima que vai aumentar em 10% as doações.

centro cirúrgico do Hospital Rainha Sofia de Córdoba, durante um transplante de coração. EFE/Salas

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Quinta-feira 16.03.2017

Segunda-feira 29.05.2017

Esta é uma das medidas previstas no Plano Estratégico Nacional em Doação e Transplante de Órgãos, que apresentou hoje a diretora do GNT, Beatriz Domínguez-Gil, para os próximos anos e que tem como objectivo atingir os 50 doadores por milhão de população e superar os 5.500 transplantes em 2022.

Domínguez-Gil lembrou que a Espanha é uma referência neste domínio, mas indicou que há “espaço para melhoria” com o fim de aumentar a atividade de transplantes e doações nos próximos anos.

Este roteiro também inclui a promoção de parcerias público-privadas para possibilitar a doação em hospitais privados, em colaboração com as equipes de coordenação de transplantes dos centros autorizados para a obtenção de órgãos.

Neste sentido, o coordenador regional de transplantes de Andaluzia, Manuel Alonso, que também interveio na conferência de imprensa, explicou que esta colaboração já se experimenta em sua comunidade autónoma e em que no resto do país é “uma fonte de desenvolvimento ainda não explorada”. Esta parceria, segundo Alonso, poderia aumentar a doação entre 5% e 10%.

Outra das linhas principais do Plano, denominado “50×22”, é “fazer com que a doação seja parte integral dos cuidados ao fim da vida e que se sistematize em todos os hospitais”. Esta medida, tal como foi explicado Domínguez-Gil, se generalizam em todos os centros hospitalares, pode permitir um aumento de doações em 10 %.

Sobre este ponto, Alonso abundou em que há anos se têm detectado potenciais doadores que se encontram em situação terminal em outras unidades e, quando a coordenação de transplantes se põe em marcha e entram na UTI, aumenta a doação.

Assim, de acordo com o coordenador da Andaluzia, 24% dos doadores são internado na UTI precisamente com a vontade de doar, já que, para preservar os órgãos são necessárias algumas condições que reúnem estas unidades.

A GNT prevê um plano de recuperação de órgãos

Outra das medidas para aumentar a atividade é reforçar a internacionalização do transplante renal cruzado; de fato, a Espanha, juntamente com a Itália e Portugal, tem promovido um programa-piloto em que participam 122 casais, das quais 80 são espanholas, 18 são portuguesas e 15 italianas. Segundo Domínguez-Gil, o primeiro “cruzamento piloto” teve lugar em fevereiro.

Além disso, graças à tecnologia, o plano prevê um programa de recuperação de órgãos para poder dispor daqueles que, a princípio, não eram aptos para o transplante.

Afirmou a diretora do GNT, que tem sido acompanhada também pelo coordenador de Transplantes do País Basco Joseba Aranzábal, o plano prevê melhorias que facilitem a utilização dos órgãos infantis disponíveis.

Para aumentar os transplantes infantis, cujo acesso é condicionado pela baixa mortalidade pediátrica em Portugal, a GNT propõe-se a estabelecer recomendações, em parceria com as sociedades científicas de Pediatria e Neonatologia, sobre doações em geral e pediátrica, em asistolia em particular, onde a organização considera que há opções de melhoria.

O Plano apresentado prevê a elaboração de um protocolo nacional que defina os critérios de utilização de órgãos de doadores com hepatite C, graças à eficácia e segurança dos novos antivirais.

A GNT quer também incentivar a doação renal ao vivo para recuperar a atividade de nove transplantes por milhão de população. Para isso coloca-se identificar as melhores práticas neste domínio e aprender que melhor o fazem.

A diretora do GNT sublinhou que o plano propõe potenciar a figura do “bom samaritano” e, conforme foi dito, até a data de 13 doadores de estas características têm permitido realizar 37 transplantes.

O Plano foi apresentado para debate na conferência “O futuro do transplante em Portugal: podemos fazer isso melhor?”, que começaram esta manhã no Ministério da Saúde e em que participam todos os integrantes do Sistema Português de Transplantação.

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ONGS alertam contra ataques a profissionais de saúde em países em desenvolvimento

O relatório “Vítimas do ataque: Violência contra profissionais de saúde, pacientes e estabelecimento”, alerta aos governos para comprometer-se a adotar medidas concretas para proteger os trabalhadores da saúde diante da possibilidade de ataques

EFE/Fernando Bizerra

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

Em 2012, produziram centenas de ataques contra os trabalhadores da saúde em dezenas de países de todo o mundo, disse a Human Rights Watch e Safeguarding Health in Conflict Coalition (Coalizão para a proteção da saúde em situações de conflito) em um relatório.

Este foi dado a conhecer antes da reunião que juntará ministros da saúde de todo o mundo e que terá lugar de 19 a 24 de maio de 2014. O objetivo do documento exorta os governos a agir mais energicamente para proteger pacientes, trabalhadores e estabelecimentos de saúde de ataques em países que estão passando por conflitos e revoltas civis.

As 28 páginas do relatório “Under Attack: Violence against health workers, patients and facilities” (Vítimas de ataque: Violência contra profissionais de saúde, pacientes e estabelecimentos), alertam sobre os recentes ataques ocorridos em países de todo o mundo.

Entre os exemplos, menciona o assassinato seletivo de mais de 70 trabalhadores encarregados de fornecer a vacina contra a poliomielite no Paquistão e na Nigéria; a detenção de trabalhadores de saúde por prestar atendimento aos manifestantes no Bahrein e Turquia; e o bombardeio de hospitais e a morte de centenas de pacientes e trabalhadores da saúde na Síria.

Outros exemplos incluem ataques dirigidos a profissionais de saúde no Sudão do Sul e o Afeganistão, que reduziram drasticamente o acesso à atenção médica para a população civil.

No Sudão do Sul, as forças de oposição dispararam a pacientes de hospitais e saquearam e incendiaram clínicas e hospitais durante 2014 em Bentiu, no estado de Unidade, Malakal, no estado do Alto Nilo, e Bor, no estado de Junqali. Por sua vez, as forças do governo atacaram e incendiaram hospitais nos estados de Unidade e Junqali.

No Afeganistão, foram registrados dezenas de ataques violentos contra os trabalhadores e estabelecimentos de saúde em 2013, que incluem homicídios, assaltos e sequestros. Em abril de 2014, um médico norte-americano foi morto por um policial em Cure Hospital, em Cabul, e, recentemente, uma ambulância foi alvo de ataques no meio de uma evacuação médica na província de Laghman, como um trabalhador que fornecia vacinas na província de Awar. Atenção à saúde das mulheres no Afeganistão tem visto especialmente afetada, como consequência da escassez de pessoal feminino de saúde qualificado.

Segundo relataram as organizações, estão começando a tomar medidas para enfrentar a crise. O Conselho de Segurança da ONU ampliou o mandato do representante especial do secretário-geral para a questão das crianças e os conflitos armados, a fim de que se incorpore a denúncia e a prestação de contas com respeito a ataques contra pessoal e estabelecimentos médicos.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteiras são implementados campanhas, que colocam de manifesto ataques contra os trabalhadores e estabelecimentos de saúde.

Os países devem estabelecer garantias legais para os trabalhadores da saúde, derrogar as leis que criminalizam o trabalho de médicos e pessoal de enfermagem que prestam serviços de saúde a pessoas que se opõem às políticas do governo e prever medidas de justiça mais rigorosas para que os responsáveis pelos ataques prestar contas por seus atos.

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Ondas de choque contra a disfunção erétil vascular

DR. JOSÉ BENÍTEZ MOLINA / GREGORIO DO ROSÁRIO / DAVID TAMANHO | Gregorio Do RosarioMartes 01.08.2017

O que são as ondas de choque?

As ondas electro-acústicas, de diferente intensidade, aplicam-se sobre a área a tratar do paciente. São ondas de pressão que se deslocam à velocidade do som. Em Medicina, primeiro foram utilizados para a fragmentação de cálculos renais ou do trato urinário.

De baixa energia, na atualidade, são utilizadas, por exemplo, disfunção erétil (DE) de causa vascular, doença de Peyronie, ou em traumatologia (cotovelo de golfista e de tenista, fascite plantar, esporão calcâneo, tendinite patelar, necrose de quadril, tendinite calcificante do ombro, etc.).

Esta terapia tecnológica, não farmacológica, acelera o processo de autocuración no corpo humano por um efeito de neovascularización ou angiogénese: melhora a circulação sanguínea, estimula a geração de vasos sanguíneos, ativa o metabolismo e ajuda a curar o tecido endotelial danificado (que recobre a parte interna dos vasos sanguíneos).

As ondas de choque produzem um aumento de fibras de músculo liso dos corpos cavernosos do pênis, o que favorece a dilatação arterial e, por conseguinte, um maior afluxo de sangue e um melhor armazenamento; duas condições básicas para uma rigidez satisfatória.

“As suas vantagens vasculares são indiscutíveis, mas é que também é uma técnica indolor e não invasiva; que não requer sedação ou anestesia; não tem efeitos adversos ou colaterais. E o paciente continua com sua vida normal depois de cada sessão, voltando aos seus afazeres rotineiros, depois de passar por consulta clínica”, diz.

Cada ciclo terapêutico de ondas de choque é composto por cinco sessões, uma sessão por semana. Cada sessão dura entre 15 e 20 minutos. As ondas, com cerca de 3.000 impulsos, distribuídas por todo o tecido erétil, inclusive em sua área perineal. Estes ciclos podem ser repetidos quantas vezes forem necessárias, sempre indicado por um médico especialista.

Resultados das ondas de choque

Se vários estudos internacionais têm destacado que as ondas de choque de baixa energia, melhoram substancialmente a ereção no homem, mesmo comprovou-se que a entrada de sangue no pênis aumentou 140%, as conclusões de Boston Medical Group destacam a constância no tratamento .

“De uma análise sobre a 350 pacientes tratados com 2 ou 3 ciclos de ondas, 60%, o de ter relações sexuais sem medicação e 70% melhorou sua qualidade de suas ereções e a sua maior satisfação durante a relação sexual”, salienta.

“Os dados deduz-se, ademais, que os resultados positivos crescem à medida que se aplicam mais ciclos de ondas de choque: 85% dos pacientes tratados com vários ciclos melhorou em frente ao 69% dos que receberam um ciclo único”, acrescenta.

TODOS OS VIDEOBLOGS do Dr. José Benítez Molina

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Oncologistas e pacientes de câncer de mama pedem equidade no acesso dos tratamentos

Oncologistas e pacientes de câncer reclamam equidade no acesso aos tratamentos contra a doença, já que, em função da comunidade autónoma em que se reside podem ter uns mais eficazes do que outros e lamentam que os “interesses políticos” (acompanhamento): de frente para os doentes

EFE/FERNANDO BIZERRA JR

Quinta-feira 19.10.2017

Quinta-feira 07.09.2017

Segunda-feira 07.08.2017

Esta é uma das reivindicações que fizeram a Federação Espanhola de Câncer de Mama (Fecma), a Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM), o Grupo Português de Investigação em Cancro de Mama (GEICAM), e o grupo de pesquisa Solti, no âmbito do Dia Mundial contra esta patologia, 19 de outubro.

A presidente Fecma, Montserrat Domènech, foi avisado de que não é uma ação nova, mas é uma situação que não melhorou e que cria desigualdades entre as pacientes com aquilo que o manifesto deste ano, opte por uma Carteira Comum de Serviços “única e comum”.

O presidente de SEOM, Miguel Martinho, disse que 90% das desigualdades no acesso aos tratamentos se poderia resolver se “os conselheiros regionais se pusessem de acordo para os fármacos que são financiados”.

Neste sentido, salientou que várias pesquisas de SEOM indicam que as desigualdades são “incontestables” e que as decisões do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS), no qual se reúnem os conselheiros do ramo, não são vinculantes, mas, além disso, “frequentemente” as que se tomam “são ditadas pela cor política”.

“Infelizmente, como muitas vezes acontece na política, parece que prevalecem os interesses políticos de cada comunidade autônoma frente aos dos pacientes e isso só se pode resolver se os pacientes pressionam a Administração”, foi dito Martinho.

O presidente de SEOM comentou que foi dado o paradoxo de que em uma mesma cidade, um hospital foi administrado um tratamento que “na frente” não se podia.

Em sua opinião, há uma “série de manobras” para tentar economizar “colocando obstáculos” na prescrição de medicamentos, que consiste em atrasar a aprovação em Portugal dos medicamentos, uma vez autorizados pela Agência Europeia do Medicamento, uma situação que parece que está melhorando.

Sobre este aspecto, o vice-presidente de GEICAM, Agustí Barnadas, que ratificou a desigualdade no acesso aos tratamentos, considerando que há drogas que são aprovados na Europa podem levar até dois anos para ser incorporados ao SNS.

“Há certos decalajes de comunidade a comunidade, é um problema realmente grave, que poderia ser resolvido”, foi condenado Barnadas, que acrescentou que, como clínicos, a sua responsabilidade é tratar os pacientes da forma mais adequada e saber parar um tratamento quando não é útil.

Precisamente, a presidente do grupo de investigação do cancro da mama Solti, Eva Maria Ameixas, afirmou que um dos desafios dos profissionais é dar o melhor tratamento aos pacientes que necessita de ajuda e não entregá-lo no caso de que não os necessitam.

“A investigação centra-se também que, em evitar drogas que são especialmente tóxicos, como a quimioterapia, a esse grupo de pacientes que não precisa. Estamos aprendendo a fazê-lo em pacientes onde esse tratamento sempre estava presente e não era eficaz”, expôs Ameixas.

Sobre a situação da doença em Portugal, os oncologistas são lembrou que aumenta a incidência do câncer de mama, com cerca de 28.000 novos casos por ano, mas se reduz a mortalidade.

A doutora Ameixas indicou que as investigações centram-se, entre outros aspectos, em subdividir os tipos de tumor que existem em pequenos grupos, que compartilham as mesmas características biológicas para tentar aplicar tratamentos específicos para cada um deles, com o fim de aumentar a eficiência e reduzir a toxicidade.

Outro dos objectivos em que avançam os profissionais é fazer com que os pacientes não apenas curar, mas que “fiquem como estavam antes da doença”, sem nenhum efeito secundário.

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Oncologistas pedem mais investimento em saúde para lutar contra o cancro do pulmão

O câncer de pulmão é o que mais vidas desliga no mundo. A Cada ano são detectados cerca de 25.000 novos casos só em Portugal. No âmbito do Dia Internacional desta doença, 17 de novembro, os oncologistas do Grupo Português de Câncer de Pulmão (GECP) pedem mais recursos frente a este mal

pulmão de um não fumador ao lado de um fumante em uma exposição do ano de 2007. O tabaco continua a ser a causa de 90% dos diagnósticos. REUTERS/Stefan Zaklin

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Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

O GECP, um grupo de pesquisa formado por 350 especialistas e cerca de 150 hospitais de toda a Espanha, junta-se à comemoração desta data com um alerta: a sobrevivência de pacientes com câncer de pulmão depende diretamente de investimento de saúde.

Portugal está entre os 10 países europeus que menos recursos destinados à luta contra este tipo de câncer.

“Investir no sistema de saúde é fundamental para garantir uma boa perspectiva para os nossos pacientes. No contexto de recessão económica, é essencial lembrar-se disto para a Administração, pois o câncer de pulmão tem um elevado custo social”, assegura Bartomeu Massuti, chefe de Oncologia do Hospital Geral de Alicante e secretário do GECP.

Os números

Esse custo se reflete na performance de tirar números que esta doença tem deixado nos últimos anos, como explica o doutor Massuti: “A nível mundial, este tumor aparece em cerca de 1,6 milhões de pessoas a cada ano , e deixa atrás de si 1,3 milhões de mortes. Em nosso país, mais de 380.000 pessoas morreram por sua causa nos últimos vinte anos”.

A esse quadro se soma o problema econômico. De acordo com os dados divulgados pelo GECP, os custos do tratamento do câncer de pulmão no país representam um investimento de 5 euros por habitante e por ano, abaixo da média europeia, de 8 euros, e superada por países como a Áustria, a Alemanha e a Finlândia, com 16 euros.

Tratamentos mais personalizados e pesquisa

As terapias personalizadas são uma das armas decisivas contra o câncer de pulmão e, por isso, os especialistas do GECP ressaltam a necessidade de que os hospitais ofereçam estudos de alterações genéticas e tratamentos específicos em função dessas mutações.

Estes avanços foram possíveis graças a décadas de pesquisa,outro aspecto que precisa de recursos com urgência. Os profissionais que insistem na importância de ampliar o número de alterações genéticas da doença conhecidas até agora, para o que necessitam de maior financiamento.

“A generalização da investigação sistemática, provavelmente com uma estrutura organizada em rede, de acesso e de cobertura nacional centralizada e com controles de qualidade, como tem sido implementada na França, é a chave para a seleção de pacientes e abre as possibilidades de tratamentos biológicos”, diz o doutor Massuti.

Este evento será presidido por Rafael Rosell, chefe do serviço de Oncologia Médica do ICO-Hospital Germans Trias i Pujol de ribeirão preto e contará com a participação de Rolf Stahel, presidente da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) e a Plataforma Europeia de Oncologia Torácica (ETOP), que reúne os principais grupos de pesquisa em câncer de pulmão na Europa.

Sobre o câncer de pulmão

Com motivo do Dia Internacional desta doença, compartilhamos alguns dados para ter em conta:

  • O tabaco continua a ser o fator de risco mais importante, é a causa de 90% dos diagnósticos.
  • Entre os não fumantes ou não fumantes, existe uma proporção maior de câncer de pulmão em mulheres que em homens.
  • Na Europa, a mortalidade por esse tumor diminuiu 10% nos homens, mas aumentou 7% em mulheres, aproximando-se da mortalidade por câncer de mama.
  • De 25.000 novos casos são detectados a cada ano em Portugal, mais de metade tem doença objetivo do estudo no momento do diagnóstico.
  • Este câncer é a segunda causa de morte no país, depois das doenças cardiovasculares e, à vez, a primeira causa de morte por câncer.
  • Um 60% dos pacientes recebe radioterapia em algum momento. O diagnóstico precoce é fundamental; quando é detectado em fases iniciais, a sobrevivência é superior a 40%.
  • Apesar de que hoje a expectativa de vida é de 15% aos cinco anos de detecção, os novos avanços no diagnóstico e tratamento vislumbram um futuro otimista.

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Oncologistas pedem mais praças diante de uma doença com vários casos

A Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM) tem alertado hoje de que existe um défice de oncologistas e que isso faz com que muitos especialistas estão “sobresaturados” a carga de trabalho, pelo que apelou a “mais praças e contratos”, já que o câncer cada vez registra mais casos.

De izq. a direita: Presidente de SEOM, Miguel Martinho, vice-presidente Ruth Vera; e coordenador científico César Rodríguez. Foto: SEOM

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Segunda-feira 23.10.2017

Quarta-feira 06.09.2017

Quarta-feira 26.10.2016

A SEOM calcula que há cerca de 1.200 oncologistas médicos a trabalhar em Portugal, entre a Saúde pública e privada, de uma figura que mostra o “déficit” de especialistas em câncer, uma doença que registra 250.000 casos novos por ano.

Assim expôs o presidente dos oncologistas espanhóis, o doutor Miguel Martín, em conferência de imprensa convocada para apresentar a celebração do Congresso SEOM 2017, que se realiza até o dia 27 de outubro, em Lisboa, para debater as novidades sobre o diagnóstico e tratamento do câncer.

Martin disse que a oncologista tem que atender os pacientes novos e “não esquecer” que já foi tratado, bem como investigar. Por isso, afirma a necessidade de mais contratos, ainda que para isso faz falta orçamento”.

Mesmo sendo alertado de casos de pacientes com câncer que não são vistos por um oncologista, perante o défice destes especialistas.

Por isso, a SEOM quer que se aumente o orçamento da Saúde e, neste sentido, tem criticado o Governo por “não fazer caso” os médicos diante de “um problema social”.

Outro dos assuntos que são abordados nesta conferência de imprensa é a “escassez” de formação em oncologia que existe nas universidades espanholas. “Os currículos universitários são bastante antigos e não foram atualizados”, disse Martin.

O médico explicou que a formação que recebem os universitários na faculdade de Medicina é “insuficiente”, devido a que esta especialidade “entrou, anos depois, no currículo tradicional e tem que ir fazendo oco”.

“Melhorar a formação em oncologia não é um capricho. Os estudantes vão ver doentes oncológicos façam a especialidade que façam”, disse o presidente de SEOM, para acrescentar que há médicos de família que a dia de hoje “têm medo” de tratar os pacientes com câncer.

Também participou no encontro o vice-presidente da SEOM -que será presidente até o final deste mês-, Ruth Vera, que explicou os novos desafios da oncologia, como são a abordagem multidisciplinar, a medicina personalizada e a adaptação das novas tecnologias para obter resultados em menos tempo.

“Cada vez mais se estão incorporando novas especialidades, como por exemplo, a dermatologia, porque os novos medicamentos podem causar toxicidade na pele”, disse por sua parte o doutor César Rodríguez, coordenador científico do congresso, o que leva o tema “Oncologia de futuro”.

Oncologistas de ESMO e de DESGOSTO

O congresso de SEOM, com 256 palestrantes e 1.409 participantes, contará pela primeira vez com a presença da presidente eleita da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), Mônica Bertagnolli, e o presidente da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), Josep Garçom, para apresentar, junto a SEOM, as linhas estratégicas das três sociedades médicas na corrida para a cura do câncer na sessão presidencial.

Entre essas estratégias, destaca-se “a medicina personalizada, o big data, os resultados em saúde, da qualidade assistencial para pacientes com câncer e a equidade e a sustentabilidade”, explica um comunicado da atual vice-presidente de SEOM, Ruth Vera.

Mas também são analisadas as novidades em imunoterapia, terapias biológicas, biópsia líquida ou o impacto dos novos medicamentos biosimilares em termos de segurança, eficiência, lucro sobre a sustentabilidade do Sistema de Saúde e as garantias que são de oferecer a esses fármacos antes de sua incorporação ao arsenal terapêutico.

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Oncologistas espanhóis lideram uma nova terapia contra o HER2

Oncologistas espanhóis têm liderado a pesquisa de uma nova terapia que aumenta a sobrevida em câncer de mama avançado em 35 por cento, e cujo financiamento no Sistema Nacional de Saúde foi autorizado, na semana passada, pelo Ministério da Saúde,

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Segunda-feira 10.09.2018

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Este avanço terapêutico foi realizado no Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO) por doutores Miguel Martinho, chefe do Serviço de Oncologia Médica do Hospital Gregorio Marañón e presidente do Grupo Português de Investigação em Cancro de Mama(GEICAM); Javier Cortés, oncologista do hospital Vall dHebron e um dos pesquisadores principais do estudo; e a doutora Ana Lluch, chefe de Oncologia do Hospital Clínico de Valência.

Este novo medicamento, Perjeta (pertuzumab), do laboratório Roche, é indicado para pacientes com câncer de mama HER2 positivo com metástases, o mais agressivo e mortal, e constitui uma das inovações terapêuticas mais relevantes dos últimos 15 anos, salientou o dr. Martin.

Um avanço que deve chegar a todos os pacientes

Em conferência de imprensa, os três médicos têm alertado para o risco de que este novo fármaco não chegue a alguns pacientes por diferenças na sua prescrição entre Comunidades Autónomas e pediram aos políticos um pacto de saúde que impeça este tipo de situações.

Também foram avisados sobre o risco de que as seguradoras de saúde privada sejam reticentes em prescrever aos seus pacientes deste tipo de novos medicamentos mais caros, mas muito mais eficazes.

Neste sentido, o dr. Martin disse que “há REGIÕES que colocam restrições e reduzem seu uso; este é um problema político de saúde muito grave”, e foi reconhecida reuniões com Saúde, para que os novos medicamentos cheguem mais rápido aos pacientes e sem desigualdades.

O doutor Cortês manifestou a sua preocupação perante a prescrição destes fármacos na saúde privada. “A saúde privada há uma boa medicina, mas as seguradoras não podem colocar letra pequena, para evitar o gasto de novos e eficazes fármacos; isto se deve regular”, lamentou.

A luta contra o câncer de mama

O câncer de mama é o tumor maligno mais comum em mulheres de todo o mundo; no Brasil, a cada ano são diagnosticados mais de 25.000 casos e um deles, entre 15 e 20 por cento são HER2 positivo.

“Temos descoberto o ponto fraco deste câncer de mama, o mais prejudicial, com mais metástases, o mais letal”, disse o dr. Martin, que explicou que o novo fármaco atua em combinação com o que já foi um grande avanço há 15 anos, Herceptin (trastuzumab), e pode chegar a reduzir o risco de morte de 34 por cento.

O doutor Cortês, um dos máximos responsáveis do estudo Cleópatra, que desenvolveu a pesquisa deste medicamento novo, sublinhou que o protagonismo de Portugal tem sido central.

“Este foi o nosso Mundial em oncologia”, comparou Javier Cortés para dar uma ideia do papel jogado pela oncologia espanhola na liderança deste avanço.

No estudo participaram um total de 250 centros de 19 países (Espanha, com nove hospitais) e 808 mulheres com câncer de mama HER2 positivo mestastásico.

“Estamos diante da primeira doença objetivo do estudo que se pode cronificar”, declarou Miguel Martinho.

A doutora Lluch, considerando que, com este tratamento pode prolongar a vida do paciente e o tempo efetivo de terapia para melhorar a sua qualidade de vida e poder de livrá-los dos sintomas”.

Ana Lluch salientou que esta nova terapia biológica não tem toxicidade e anunciou novos e melhores medicamentos para datas próximas, com menos efeitos colaterais, que bloqueiam a malignidade da célula e vão directos ao tumor.

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Oncologistas alertam do aumento de câncer de boca e garganta por vírus do papiloma

Os especialistas do Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO 2014) foram avisados do aumento de casos de câncer de boca e garganta em Portugal causados pelo vírus do papiloma humano (HPV), e apresentaram outras novidades a 24 horas do final da cúpula científica

Atividade em um átrio do Congresso/Foto fornecida pela ESMO

Quarta-feira 17.09.2014

Terça-feira 26.08.2014

Terça-feira 09.07.2013

Terça-feira 04.06.2013

O aspecto epidemiológico, e não o tratamento, é um dos aspectos mais inovadores desses tipos de câncer, sobre os que têm tratado hoje os especialistas ESMO, como o doutor João José Geraldo, oncologista do Hospital Clínic de Barcelona.

Estes tumores estavam associados ao consumo de tabaco e álcool, mas, segundo Grau, estão passando a ser produzidos por uma infecção do HPV devida a uma “maior promiscuidade sexual, práticas sexuais de risco com mais pessoas e por ter relações sexuais bucogenitales”.

Nos Estados Unidos da américa e o norte da Europa tornaram-se “uma epidemia” -na Dinamarca, respondem por 60 % dos novos casos-, mas em Espanha, a taxa de incidência é ainda baixa, de entre 6 e 10 % do total deste tipo de cancro, mesmo que há cinco anos era de 1 %.

Não obstante, Grau está convencido de que este percentual aumentará nos próximos anos, porque, embora a gente fuma e bebe menos, crescem as migrações de ámérica do Sul, onde há maior prevalência do vírus, e por uma “maior promiscuidade de parceiros sexuais”.

Atualmente, segundo relataram os congressistas, se está trabalhando em diferentes ensaios com vacinas terapêuticas para os tumores causados pelo HPV, algumas vacinas que podem ser aplicados apenas para as pessoas que têm esse tipo de tumor, e se espera que nos próximos anos comecem a dar resultados.

A vacina, que é comercializado hoje contra o HPV é apenas preventiva e foi explorado em meninas, antes de ter relações, segundo explicou Grau, que afirma que “se não se aplica a crianças, eles vão se transformar em portadores saudáveis do vírus e, portanto, perderá a eficácia a nível populacional”.

Grau acredita que deve se estender para as crianças, mas também é consciente de que “sairia caríssimo”, daí a importância em avançar vacinas terapêuticas, que são anticorpos monoclonais dirigidos contra uma proteína mutante que causa a proliferação do câncer.

Apesar do aumento deste tipo de câncer, os especialistas também querem sublinhar como uma “boa notícia” sobre estes tumores são mais fáceis de curar que os produzidos pelo álcool e o tabaco.

Mas este não é o único câncer que sofreu um aumento, já que também, desde 2007, “há uma epidemia”, segundo o especialista, o câncer de tireoide”, embora tenha passado um pouco despercebido, porque quase todos os tumores se curam, apenas se espalhou para 5 por cento.

A razão desta “epidemia” e do aumento dos chamados ‘diferenciados papilares e foliculares’ dentro deste tipo de tumores, há que procurá-la em “as radiações ou em um excesso de poluição de iodo”.

Para fazer frente a estes tumores saiu um medicamento que aumenta o tempo de vida de vários anos, enquanto que para os chamados medula em fase de metástase já há três meses, duas drogas que são “altamente eficazes” e que também melhoram a sobrevivência de seis meses a três anos.

Estes dois últimos drogas, segundo Grau, estão no Ministério da Saúde brincos de preço e “é iminente colocá-los em prática”.

Também foram alcançados progressos importantes no câncer de próstata, que explicou o doutor David Olmos, pesquisador do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO).

Assim, no Congresso foi apresentado o ensaio CHAARTED, que demonstra que se aplica desde o início de quimioterapia dos pacientes com metástases aumenta a sobrevivência. Até agora, ele lhes deu o início do tratamento hormonal.

Além disso, Ramon Salazar, do Instituto Catalão de Oncologia, também referiu a medicina de precisão o câncer de cólon, enquanto que André Poveda, da Fundação Instituto Valenciano de Oncologia, debateu os tumores ginecológicos e a recente publicação do atlas do genoma do câncer de ovário e de endométrio, que, a seu juízo, “vai ser fundamental” para os pacientes tratamentos mais específicos e menos tóxicos”.

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Oncovisión desenvolve uma tecnologia para o diagnóstico precoce do alzheimer

A empresa espanhola Oncovisión desenvolverá CareMiBrain, o primeiro PET comercial dedicado ao cérebro que facilitará o diagnóstico precoce da doença. Trata-Se de um passo muito importante para ajudar a tratar os sintomas que podem acompanhar os primeiros estádios da doença, bem como descartar causas reversíveis ou tratáveis de demência

Psicoterapia grupal de cuidadores de doentes de alzheimer./ EFE/Toni.

Segunda-feira 13.08.2018

Quinta-feira 26.07.2018

Quinta-feira 05.07.2018

Oncovisión informa em um comunicado que, graças ao PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) obtém-se uma imagem molecular e funcional, que permite estudar a atividade cerebral, não só a imagem anatómica das lesões.

“O desenvolvimento de CareMiBrain, um PET dedicado ao cérebro, representa um marco na tecnologia médica –assegura Ignasi Vivas, CEO da ONCOVISION– porque vai aumentar até três vezes a sensibilidade dos atuais sistemas PET de corpo inteiro e será uma grande ajuda no diagnóstico precoce da doença de Alzheimer e outras demências”.

O alzheimer é uma doença irreversível e progressiva, e é a causa mais comum de demência entre os idosos. Cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem desta patologia ou demências relacionadas com esta doença que atualmente não tem cura.

CareMiBrain destina-se às Unidades de Transtorno Mental e Medicina Nuclear dos hospitais na Europa, Estados Unidos e Japão, e é o único sistema PET dedicado ao cérebro no momento.

Este equipamento pode ser usado, também, em outras situações clínicas relacionadas com o cérebro, como o rastreamento de lesões cerebrais traumáticas, tumores ou doença cerebrais.

Segundo João Catret, coordenador do projeto, CareMiBrain oferece várias vantagens em comparação com os sistema de PET de corpo inteiro, como “uma resolução mais alta, com uma sensibilidade de três vezes maior, com um preço competitivo (até três vezes menor) e um menor tamanho o que facilita o trabalho nas instalações do hospital”, graças a uma inovadora tecnologia desenvolvida em estreita colaboração com o instituto de pesquisa I3M, dirigido pelo professor José Maria Benlloch.

Este projecto inclui-se dentro do programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, um programa de financiamento para a investigação dotado com um orçamento de 80.000 milhões de euros (distribuídas ao longo de sete anos), para ajudar as empresas a trazer projetos inovadores do laboratório para o mercado.

Concretamente, CareMiBrain está dotado com 4,4 milhões de euros e será realizada em um prazo de três anos a partir de abril de 2016, com a colaboração do THOR, o I3M e com cinco dos centros hospitalares mais avançados do mundo em imagem molecular, como o Massachusetts General Hospital de Boston, o University Hospital of Tübingen, da Alemanha ou o Hospital Geral de Valência, em Espanha.

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Oncologia, estas são as ameaças que espreitam

A abordagem do câncer tem dado passos de gigante na última década, graças a um maior conhecimento da biologia e genética do tumor e a chegada de medicamentos inovadores precisos e eficazes. No entanto, o preço desses medicamentos, a desigualdade e as dificuldades para que cheguem ao paciente são as ameaças que deve passar para a oncologia

Os oncologistas Javier Cortés e Enrique Grande, coordenadores do III Fórum “A Oncologia Médica em 3 dias”. Foto cedida

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Quarta-feira 14.03.2018

Quinta-feira 19.04.2018

E os que têm que lidar com essas ameaças são os oncologistas, como Javier Cortés, diretor da Unidade de Mama, tanto no Institute of Oncology (IOB), como o Hospital Ramón y Cajal de Madrid. Este doutor queixa-se, entre outras coisas, dos entraves que existem dentro dos hospitais para que o paciente acesso a esses medicamentos.

Por isso, e junto ao oncologista Enrique Grande, chefe de Oncologia Médica do MD Anderson Cancer Center, em Madrid, e a Transworld Editors, organizaram, até hoje, a III edição do Fórum “A Oncologia Médica em Três Dias” para que os profissionais possam debater não só problemas e desafios, mas também para que encontrem respostas para as interrogações que surgem diariamente na prática clínica.

“O programa foi desenhado por e para oncologistas e outros de saúde relacionados, mas sem que haja intervindo a indústria farmacêutica, embora desinteressadamente contribuiu economicamente, mas sem a intervenção”, explica a EFEsalud Javier Cortés.

Para este médico, especialista em cancro da mama, a oncologia hoje em dia é marcado pela desigualdade no acesso aos fármacos de nova geração entre comunidades autónomas, entre suas províncias e, até mesmo, entre hospitais, onde alguns medicamentos não chegam a estar disponíveis.

“Não há igualdade no tratamento do cancro em Portugal, e torna-se um alarme para a saúde”, ressalta.

Oncologistas: como Donos de suas prescrições?

E outra ameaça é, aponta para o fato de que “os médicos em geral e dos oncologistas em particular, cada vez sejamos menos donos de nossas prescrições”. O que significa que dependem das comissões dos hospitais, que são os que decidem, uma vez que o fármaco foi aprovado, se colocam à disposição dos pacientes.

“Os médicos cada vez temos menos peso nas decisões terapêuticas”, lamenta, ao mesmo tempo em que propõe que se dê aos serviços de oncologia dos hospitais capacidade para gerir esses fármacos.

Para Javier Cortés, “a solução não passa, porque esses medicamentos são dadas em uns sites sim e outros não, a solução é que cheguem aos pacientes que realmente precisam” e que mostrem eficácia. E com esta afirmação relaciona-se com outra das ameaças da oncologia: o preço dos medicamentos inovadores.

“É um outro alerta, devemos ser responsáveis para o consumo, há que lidar com tudo mas só que de verdade possa casar, trabalhar com aqueles fármacos que têm benefício para os pacientes”, garante.

Reconhece que o sistema público de saúde “está afogado porque o preço de alguns destes fármacos é absolutamente zona industrial”, embora reconheça que a criação de um produto de nova geração (como as terapias dirigidas e as inmunoterapias) “é francamente caro”.

A falta de recursos para a pesquisa é outro de seus cavalos de batalha. “Portugal não é um país que aposta na inovação e na investigação”, salienta.

A gestão dos medicamentos orais, outra das ameaças

Os medicamentos orais contra o cancro estão a ganhar terreno na dispensação com conta-gotas em um hospital de dia. E o que é uma grande vantagem para o paciente, torna-se uma ameaça para a oncologia médica pela irregular gestão que se faz este tipo de medicamentos nos hospitais.

Assim o pôs de manifesto em uma mesa redonda do fórum “A Oncologia Médica em Três Dias”, a dr.ª Ana Santaballa, vogal da Junta Diretiva da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM), que alertou contra a idéia errada de que se trata de medicamentos que podem ser prescritos em qualquer consulta.

Por isso, SEOM, em 2017, abundou em seu posicionamento: os medicamentos orais são da competência do médico oncologista, seja qual for a sua administração, e não de qualquer outro especialista.

E deu várias razões:

  • A formação do oncologista na gestão integral do paciente.
  • Com a falsa crença de que os medicamentos orais são menos tóxicos, já que apresentam alguns efeitos que você tem que saber segurar.
  • Para poder avaliar a resposta do paciente ao fármaco.
  • Porque o médico sabe que o tratamento de suporte para que a droga contra o câncer funcione e seja menos tóxico.
  • Porque você pode fazer uma adequada seleção dos pacientes que vão se beneficiar desse fármaco.
  • Porque lideram ensaios clínicos.

Santaballa mostrou os resultados de uma pesquisa que reflete que em 81% dos hospitais outros serviços, que não são o de oncologia, que prescrevem tratamentos orais contra o câncer. Entre eles destacam-se urologia, radioterapia e digestivo.

Por sua parte, o diretor de Relações com as Comunidades Autónomas de Farmaindustria, José Ramón Luis-Yague, assinalou as desigualdades que existem entre as regiões no acesso a medicamentos.

Aludiu também à dos preços e sua assunção pelo sistema público. Neste sentido, assegurou que o problema não é o custo, já que o gasto em medicamentos oncológicos se mantém em torno de 10% do gasto farmacêutico público.

O representante de Farmaindustria pediu “prevenção à aqueles provenientes dos alarmistas que falam do problema da sustentabilidade do sistema público de saúde, não há problema de sustentabilidade e no futuro, haverá menos ainda, graças à medicina personalizada”.

Luis-Yague apontou, no entanto, que é necessário “mudar o foco do sistema e orientar para os resultados em saúde”.

De acordo com os dados de Farmaindustria, entre 2009 e 2016, foram adoptadas em Portugal 43 novos medicamentos oncológicos (33 deles nos últimos quatro anos) com mais de meia centena de indicações.

No Brasil, 37% dos ensaios clínicos, tanto os promovidos pela indústria farmacêutica como por entidades públicas, desenvolvidas no âmbito da oncologia, contra 24% da média europeia.

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Oncologia, o mais tratado em informações de saúde, geriatria, menos visível

A informação sobre temas de saúde ocupa 4% dos meios de comunicação social generalistas e é a oncologia área terapêutica que lidera as publicações (30 % do total), seguida da pediatria, enquanto que a geriatria situa-se no último lugar de visibilidade midiática

Um grupo de jornalistas fazendo perguntas para a ministra da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, Dolors Montserrat, na sede do departamento de Trabalho em Barcelona depois de uma reunião com a conselheira de Trabalho, Assuntos Sociais e Famílias da Generalitat/Toni Albir

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Quinta-feira 15.06.2017

Quinta-feira 20.10.2016

Segunda-feira 29.06.2015

Estes são os principais dados do primeiro estudo sobre informações de saúde, elaborado por Infoperiodistas, a Associação Nacional de Informadores de Saúde (ANIS), e da Federação de Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE), sob o título de Infometro Saúde 2018, que revela que o peso da informação de saúde em Portugal representa apenas 2,8% em relação ao total de publicado em meios de informação geral.

O estudo destaca que, quando as informações de saúde centra-se em patologias que são as doenças do coração são as mais numerosas, seguidas por diabetes, cancro de mama e a doença de alzheimer.

Também recolhe o relatório um capítulo sobre a relação entre os jornalistas e suas fontes, que detalha que os guias escolhem como “mais confiáveis” os centros de investigação (70,9 %) e especialistas (71,8 %), enquanto que as ONGS (27,3 %), das empresas (7, 7%), o governo e as diferentes administrações (33,3 %) se situam na cauda de suas preferências.

No entanto, na secção “frequência na consulta”, o governo e as administrações (45,3 %) aparecem entre os mais consultados, depois de os especialistas (54,7 %) e hospitais (52,1 %).

Por outro lado, 76 % dos jornalistas considera que em situações de crise e quando uma informação é negativo é difícil acessar as fontes.

Em relação aos temas informativos que maior interesse despertam entre os jornalistas encontram-se os estudos de investigação e os avanços, seguidos pelas recomendações de saúde, informação sobre doenças e patologias. Na fila de seu interesse situam-se os novos medicamentos, a divulgação sobre drogas e as discrepâncias médicas e farmacológicas.

O especialista, com 54,7%, é a fonte mais frequente a que acode o jornalista. Seguem-se os hospitais, com 52,1%; as agências de comunicação, com 49,5%; e o Governo e Administração Pública, com 45,3%. No lado contrário, as fontes que consultam com menos freqüência são empresas, com 17,9%; as ONGS, com 18%; a OMS, com 20%; e consumidores, com 14,6%.

Não obstante, e embora os especialistas são a sua fonte preferida, os jornalistas nem sempre tem facilidade para consultar com eles. Um em cada cinco reconhece que quase nunca pode aceder aos peritos, para contrastar a informação, enquanto que um amplo 64,1% declara que “muitas vezes” tem acesso a eles, mas apenas 15,4% afirma que tem de sempre.

Neste trabalho de acesso a suas fontes de informação, destaca-se o trabalho dos departamentos de comunicação. O 94,8% dos jornalistas apontam a facilidade de entrar em contato com eles, e até mesmo o 68,3% declara que pode aceder ao Diretor de Comunicação. No entanto, a dificuldade está no acesso ao Presidente ou ao Conselheiro Delegdo: 78,7% dos jornalistas “nunca” ou “quase nunca” conseguem ter acesso a ele.

Internet e redes sociais

Internet não obtiver uma boa avaliação por parte dos jornalistas de saúde. Um 64,6% dos profissionais consultados considera a rede imprecisa, ambígua e contraditória, enquanto que o 18,5% qualificado como confiável e apenas 16,9% a considera transparente.

Os jornalistas que participaram da pesquisa concentram-se nas páginas web específicas de saúde (20,1%), Wikipédia (12,90%) e Twitter (11,9%). As três fontes representam o 44,9% na hora de procurar informações.

No terreno da divulgação dos dados mudam. Twitter lidera a eleição (17,8%), seguida das páginas da web (16,4%) e pelo Facebook (16,3%). As três já somam um 50,5%. O resto é realizado de forma semelhante entre Linkedin, Youtube, Google+, Instagram, Fóruns, Chats e Wikipédia.

Na pesquisa participaram 2.361 meios nacionais, regionais-estaduais, internacionais e locais, e a contagem foi realizada entre outubro e novembro de 2017. Esta cifra corresponde a 32,3% dos 7.293 meios contidos no Guia de Mídia de Espanha. Nesta amostra incluem jornais, revistas, blogs, agências digitais, televisão e rádio.

O relatório é composto por uma investigação que analisa duas áreas. Por um lado, a pesquisa com jornalistas e, por outro lado, a análise das notícias publicadas na mídia. Na pesquisa participaram 117 jornalistas, que responderam a perguntas sobre fontes de informação, parceiros, formatos e canais, Internet e redes sociais e meios de comunicação.

A partir da FAPE, seu presidente Elsa González, apostou na especialização em jornalismo “para que a informação brilhar” e pediu que, pela sua grande relevância, as questões de saúde são tratados com “rigor”.

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Oncologia personalizada com especialistas multidisciplinares

O Grupo IMO, Instituto Madrileno de Oncologia, abriu dois centros avançados de tratamento oncológico na capital, em que cada paciente conta com uma abordagem personalizada a cargo de uma equipe multidisciplinar de especialistas

INSTALAÇÕES UNIDADE DE ONCOLOGIA MÉDICA/ Foto cedida pelo Grupo IMO

Terça-feira 11.03.2014

Quarta-feira 30.01.2013

Com a abertura destes novos e recém-lançados centros de oncologia, o Grupo IMO coloca à disposição dos doentes com cancro, uma nova forma de abordar o tratamento da doença com uma atenção global e personalizada. Conjugar o critério clínico da equipe de especialistas que lhes permite fazer um completo estudo de cada caso, o que contribui para conseguir a escolha terapêutica mais eficaz para cada paciente.

EFEsalud falou com o doutor José Luis González Larriba, diretor desta nova área de Oncologia Médica e especialista de prestígio e longa trajetória no campo da oncologia.

Com que fim foram criados estes dois centros?

Nasceram com o objetivo de dar atenção oncológica em todos os pacientes, incluindo também pessoas com suspeita ou dúvida que possam ter uma doença neoplásica. É dizer, não somente nos dedicamos a tratar pessoas que têm câncer e resolver o seu tratamento, mas sim que nos preocupamos também por campanhas de diagnóstico precoce e de dar conselhos para a prevenção do câncer.

Aplicamos um tratamento individualizado para cada paciente. Há vezes em que é quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, hormonoterapia, e até mesmo de agentes direcionados, que são moléculas para enfrentar uma alteração genética específica.

Depois, fazemos um acompanhamento para ver se há ou não uma recaída dos pacientes que já foram tratados. Há vezes em que a resposta que obtemos desse acompanhamento não é a mais desejada e devemos nos preocupar com um tratamento de suporte.

Como é a nova forma de entender a oncologia?

Uma forma moderna de lidar com o paciente com câncer é o tratamento integral, e não é o suscitar a oncologia médica da oncologia magnus amaral campos por outra.

Se temos avançado nos últimos anos no tratamento do câncer, além de, graças a novos medicamentos e terapias, foi para o conceito de medicina multidisciplinar, em que se trabalha em conjunto entre a cirurgia, oncologia e radioterapia.

De fato, todas as semanas temos um par de sessões para tratar de abordar de maneira conjunta e indicar o tratamento que é melhor para cada paciente, ou fazer vários simultaneamente.

Quais são as vantagens da atenção personalizada?

Fala-Se muito de um atendimento personalizado, mas não é tão usual. Cada vez conhecemos mais do que os cânceres desenvolvem-se porque há alterações genéticas, que são condutoras do desenvolvimento do tumor.

Se identificamos que a alteração genética foi lançado em um paciente, seja um câncer de pulmão, de próstata, de mama ou de cólon, podemos aplicar um tratamento específico para bloquear o gene alterado. Fazemos estudos genéticos dos pacientes, a ver o que possa ter alterado e tentar identificar o tipo de tumor que tem.

Além disso, sabemos que há alterações moleculares ou proteicas no sangue do paciente, que vão poder identificar quando vai ser melhor dar um tratamento ou outro. Tentamos, assim, usar um tratamento que não seja tóxico para o paciente.

Qual é o futuro do diagnóstico do câncer?

Em primeiro lugar, o diagnóstico desta doença vai na direção de precocidade, ou seja, de uma educação para a saúde para que a gente tenha consciência de que o câncer não afeta apenas os nossos vizinhos ou a algum conhecido, mas que nos pode afectar a todos.

Tentar levar uma vida saudável, que nos evite submeter à cancerígenos, realizar campanhas de diagnóstico precoce, como podem ser as mamografias ou as colonoscopias. Desta forma, vamos poder identificar a doença em fase muito inicial, sendo assim, vamos poder tratá-lo de forma pouco agressiva e obter resultados extraordinários.

Na fase avançada, dá-se o desenvolvimento de plataformas genéticas para ver quais genes são os que estão alterados e quais são as drogas ou os agentes ideais para esse paciente.

Estes centros se distribui a patologia tumoral por especialistas em cada uma delas. Talvez em alguns anos o que haverá será especialistas em vias moleculares que estão alteradas e não tanto em uma especialidade de tumores.

Nestas unidades, identificamos a árvore genealógica do paciente que tem câncer e antecedentes familiares.

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Onze projetos com um objetivo comum: humanizar a saúde

Projeto “Decoração da sala TAC ambientada no espaço sideral”. Imagem cedida por Teva Fórum Social.

Segunda-feira 16.02.2015

Quarta-feira 17.12.2014

Segunda-feira 15.12.2014

Lutar contra o cancro, a lidar com a velhice, conviver com cicatrizes, viver com asma, enfrentar o fim da vida… situações complicadas que são um pouco menos graças a onze iniciativas espanholas atrás das quais há muito carinho e, acima de tudo, esforço. Projetos que melhoram a vida dentro e fora dos hospitais e que foram premiados por Teva Fórum Social pela sua contribuição para a humanização da saúde.

Durante a entrega destes prêmios, Rafael Borrás, Diretor de Relações Institucionais e Comunicação Teva e condutor de gala, disse que “todos nós trabalhamos para adicionar anos à vida, mas também vida aos anos”.

César Pinheiro, diretor-geral de Coordenação de Cuidados de Saúde para a Secretaria da Comunidade de Madrid, acrescentou que “a humanização permite aos pacientes recuperar a sua dignidade”.

Por sua parte, Salomé Adroher, diretora-geral de Serviços para a Família e da Criança do Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade, destacou que palavras como “riso, autonomia, cores, jogo, emoções, duelo companhia”, ouvidas durante o evento, é precisamente o que fazem os vencedores.

1. Decoração da sala de TAC ambientada no espaço sideral

Entrar na sala de TAC como o astronauta que entra em sua nave espacial. Para conseguir melhorar a experiência das crianças, ao fazer este tipo de testes, encheram paredes e mobiliário de imagens galácticos e a máquina de testes foi convertida em uma nave espacial.

O objetivo é diminuir o medo e o estresse de pacientes pediátricos. De fato, tal e como disse a Lola Crevillen, General Services Manager do Hospital Sant Joan de Deu (centro impulsor da iniciativa) durante a entrega do premio, se conseguiu “reduzir em 18% a sedação de crianças que entram em ressonância magnética, passando menos tempo na prova e sofrendo menos stress”.

2. Poção de Heróis

Bem que podia ser magia o que conseguem esses super-heróis golpe de ilusão, pois a razão de ser desta iniciativa, desenvolvida pela Agência ID, em colaboração com a Fundação Antena e a participação de Associações de pacientes, é ajudar as crianças com câncer acreditar na cura e fornecer apoio psicológico.

Para isso, seis heróis lhes prestam a sua ajuda e de seus poderes. Este grande compromisso implica ter uma maleta de poderes com adesivos para a bolsa de soro, uma chapa do herói escolhido para o pijama e um passaporte que é vedado não com viagens, mas com sessões de quimioterapia.

3. Projeto Maktub

Promovido pela Fundação Aladina, trata-se de criar as melhores instalações e serviços de mão da tecnologia para realizar transplantes de medula óssea em um hospital pediátrico, contribuindo para diminuir a sensação de isolamento e criar ambientes mais agradáveis. Dizer adeus aos elementos identificados como hospitalares para dar lugar a espaços lúdicos e cores.

4. O jardim de minha hospi

Com sua varinha mágica, o projeto se transforma em telhados de hospitais em desuso em jardins, para que crianças hospitalizadas, também desfrutem do ar livre. Uma iniciativa para a melhoria da qualidade de vida, movida pela Fundação Juegoterapia.

5. Etxean Ondo Residências, viver como em casa

Impulsionado por Matia Instituto Gerontológico, trata-se de uma iniciativa selecionada por testar um modelo de atenção integral centrado no paciente.

Melhorar a qualidade de vida das pessoas que envelhecem é o objetivo, através de implementar em lares e centros de dia, uma metodologia participativa que fomenta o sentimento de autonomia de seus beneficiários.

6. Sem medo do espelho, maquiagem terapêutico

Com este workshop de maquilhagem correctora, os pacientes que sofrem de distúrbios da pele superam o medo de se olhar no espelho. Iniciativa impulsionada graças a dois enfermeiros do Hospital Ramón y Cajal e duas esteticistas voluntárias da Associação Espanhola contra o Câncer.

7. Terapia do sorriso

Através do humor, tentam humanizar os processos hospitalares em pacientes pediátricos, idosos e pessoas com doença mental. Sorrisos, teatro, entretenimento, ilusão, tranquilidade, entre muitas outras coisas, que traz este projeto impulsionado por Pallapupas.

8. Acampamento para crianças com asma e alergia

Não poder desfrutar de certas experiências por ter asma e alergia é uma realidade para as crianças que sofrem destas patologias. Algo que não acontece nos acampamentos movidos por esta iniciativa organizada pela Sociedade de Madrid Castilla la Mancha, de Alergologia e Imunologia Clínica.

Estadias cheias de diversão, de aprendizado sobre o controle e a compreensão da doença e de atividades físicas para derrubar o preconceito sobre o esporte e a asma como conceitos incompatíveis.

9. Sua vida em laranja

Promovido pela Fundação Diversão Solidária e a Fundação Sandra Ibarra, esta iniciativa nasce para melhorar a qualidade de vida de doentes oncológicos adultos. Como? Quebrando a rotina com oficinas que estimulam a criatividade, o cuidado pessoal e as sensações.

Sandra Ribeiro, durante a entrega do prêmio, explicou que gostaria que ela, durante a sua doença, tivesse podido contar com estes 11 projetos, mas a “saúde estava menos humanizada”. Agora, graças à iniciativa, podem criar “micro mundos melhores”, pois “há que fazer uma vida extraordinária e se é em laranja muito melhor”.

10. Virtual rehab

Pioneiro na Europa, este projeto de reabilitação virtual consiste em melhorar a saúde dos pacientes, através de um jogo em que trabalham o tônus muscular e a coordenação. Foi promovido pela Fundação Basca Esclerose Múltipla Eugenia Epalza Fundazioa como complemento para a reabilitação tradicional, servindo também para motivar os pacientes.

11. Arte-terapia no fim da vida

Trata-Se de um projecto da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Sant Pau, para estimular a criatividade artística de pacientes em fase avançada e terminal. Assim, a difícil adaptação ao rígido processo parece suavizada através da expressão gráfica e simbólica de emoções e sentimentos.

Uma relação direta entre o humor e a expressão artística de pacientes e familiares. Desenhar para preparar o processo de luto e a exteriorização de emoções.

Leia isso também: http://www.valpopular.com/woman-sek-funciona/

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OMS, entusiasmada, pede mais estudos sobre a cura de bebê com HIV

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou hoje o seu “entusiasmo e cautela” por suposta cura nos EUA de um bebê infectado com o vírus de imunodeficiência humana (HIV) e pediu mais estudos para confirmar este avanço

Fotografia de a doutora Deborah Persaud, do Centro Médico Infantil Johns Hopkins, em Baltimore, onde foi realizado o tratamento do bebê com HIV e que permitiu a sua cura. EFE/JOHNS HOPKINS MEDICINE

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

“A OMS dá as boas-vindas à informação sobre esse caso de um bebê infectado com o HIV tratado com medicamentos anti-retrovirais em suas primeiras 30 horas de vida e que, aparentemente, se curou após um tratamento de 18 meses, mas lembre-se a necessidade de mais estudos para confirmar a descoberta”, declarou a agência da ONU.

Uma equipe médica dos Estados Unidos anunciou no domingo que havia conseguido curar um bebê com HIV pela primeira vez na história em um caso infantil. Este avanço pode abrir um novo capítulo no tratamento de crianças portadores de hiv

O bebê, uma menina nascida no Mississippi rural a fim de 2010, recebeu um tratamento agressivo de retrovirais cerca de 30 horas após seu nascimento, algo que não é habitual, segundo informou o New York Times em sua edição digital.

A criança tem agora dois anos e meio e tem estado sem medicamentos durante o último ano, sem que se tenham registado sinais de um vírus ativo, segundo indicou o jornal Deborah Persaud, pesquisadora da Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland) e principal autora do estudo que documenta o caso do bebê.

A OMS destacou que, se confirmado, seria o primeiro caso bem documentado de uma criança infectada com o HIV que parece não ter mais níveis detectáveis do vírus após receber antirretrovirais e parar o tratamento durante um período substancial”.

“Neste caso, sublinha uma possível nova abordagem para o tratamento de crianças em situação de alto risco (cujas mães não receberam tratamento antes do nascimento”, indicou a organização.

Para a OMS, “as implicações deste caso, não estão suficientemente claras neste momento, enquanto não há mais informações disponíveis”, mas sublinham a importância do diagnóstico precoce para bebês e mães de portadores de hiv.

Os pesquisadores também consideram que são necessários mais testes para verificar se o mesmo tratamento funciona em outras crianças, mas, neste caso, demonstra-se que o HIV em bebês pode ser curável, e antecipam que o estudo vai mudar a maneira em que os recém-nascidos e as mães infectadas são tratados em todo o mundo.

“Para pediatras, este é o nosso Timothy Brown”, disse Persaud, que apresentará na segunda-feira o estudo em uma conferência médica em Atlanta (Geórgia).

Alguns médicos consultados pelo jornal expressaram suas dúvidas diante da falta de provas de que o bebê estivesse realmente infectado, algo que Persaud descartou o garantir que houve cinco testes que deram positivo durante o primeiro mês de vida da criança.

A mãe da menina deu à luz prematuramente, sem ter visitado um médico durante a gravidez e sem saber que estava infectada. Quando os médicos comprovaram que ele estava, transferiram-se para o bebê para o Centro Médico da Universidade do Mississippi, onde chegou com cerca de 30 horas de vida.

Os primeiros análise que fizeram revelaram um nível de vírus de cerca de 20.000 cópias por mililitro, o que é considerado baixo para um bebê, mas o fato de que testou positivo sugere que a infecção ocorreu na barriga da mãe e não durante o parto, de acordo com a pediatra Hannah Gay, que tratou a menina.

Em vez de seguir o costume médica de gerenciar dois remédios como medida profilática, Gay empregou, de imediato, um regime de três remédios, o que fez com que os níveis de vírus, fala rapidamente, segundo garantiu ao rotativo.

Quando a menina tinha um mês, os níveis de vírus já eram indetectáveis, e continuaram assim até que, aos 18, quando a mãe parou de levá-la ao hospital, acrescentou.

Cinco meses depois, mãe e filha voltaram e Gay ordenou mais testes. “Para minha surpresa, todas as provas continuaram dando negativas”, afirmou.

Gay entrou em contato, então, a Persaud e outros pesquisadores que levavam a cabo um estudo clínico sobre o assunto, que fizeram uma bateria de testes que encontraram pequenas amostras de material genético viral, mas nenhum vírus latente ou capaz de se replicar.

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OMS pede que os cigarros eletrônicos são tratadas como problema de saúde pública

Representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de organismos de saúde catalães têm proposto que, hoje, os cigarros eletrônicos são tratados como um problema estratégico de saúde pública, como os cigarros de tabaco convencionais

Cigarro eletrônico. EFE/Sebastien Nogier

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Perruga tem participado, juntamente com o secretário da Agência de Saúde Pública da Catalunha, Antoni Mateu; o chefe da Unidade de Controle do Tabagismo do Instituto Catalão de Oncologia (ICO), Esteve Fernández, e o presidente do Conselho Consultivo sobre Tabagismo do Departamento de Saúde do governo da Catalunha, Joan Ramon Villabí, na jornada “os Cigarros eletrônicos: perguntas abertas” da Agência de Saúde Pública da Catalunha, realizada esta manhã em Barcelona.

Os cigarros eletrônicos começaram a comercializar há uma década, mas, durante os últimos dois anos, tem-se popularizado o uso, algo que Armando Perruga atribui a que as substâncias tóxicas que gera o vapor dos cigarros eletrônicos estão concentradas em termos e quantidades menores do que na fumaça do tabaco, e isso faz deduzir a população que são inofensivos.

Atualmente, a OMS está em processo de elaboração de uma posição mais específica sobre os cigarros eletrônicos e regular seu uso e conteúdo, adicionou Perruga, e se mostra preocupada com a entrada das empresas de tabaco tradicionais no mercado, que visam proteger o seu produto e obter novos consumidores, afirmou.

No que diz respeito às futuras regulamentações, o representante da OMS destacou que devem seguir quatro objectivos legislativos: evitar a promoção e o início do uso de cigarros electrónicos entre os não fumantes; minimizar o risco de usuários e não-usuários, restringindo ao mínimo as substâncias tóxicas do cigarro; impedir que estes cigarros que se associem a acusações de saúde não provados; e prevenir que os cigarros eletrônicos enfraqueçam os esforços feitos para o controle do tabaco, regulando estritamente da propaganda sobre o tema e conservando os espaços sem fumo.

O doutor Esteve Fernández, do ICO, apresentou os resultados de dois estudos elaborados pelo instituto sobre o impacto do fumo dos cigarros electrónicos em pessoas que não fumam para verificar se existe uma exposição passiva.

O presidente do Conselho Consultivo sobre Tabagismo, destacou a nova alteração da Lei de Defesa do Consumidor, que proíbe o uso de cigarros electrónicos nas administrações públicas, o transporte, os centros de saúde e de ensino, mas manifestou a necessidade de aplicar os preceitos da nova legislação europeia na legislação catalã e espanhola, o mais cedo possível, a qual estabelece um prazo de dois anos para que os estados regulamentem a publicidade e a rotulagem dos cigarros eletrônicos.

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OMS pede avanços políticos para erradicar a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pede maiores avanços políticos para acabar com a tuberculose, que na cerimônia de 6,3 milhões de pessoas em 2016 e continua sendo a primeira causa de morte por doença infecciosa, por cima da aids, embora a taxa de mortalidade caiu de 37% nos últimos seis anos.

EFE/Jaipal Singh

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Sexta-feira 24.03.2017

Terça-feira, 19.03.2013

Segundo a OMS, os avanços são insuficientes para erradicar a epidemia em 2035, como propuseram os 194 Estados membros da organização durante uma reunião em maio de 2014, em Genebra, quando aprovaram a conhecida como “Estratégia Global para a Tuberculose”.

Essa é a principal conclusão do relatório anual sobre a tuberculose que membros da OMS apresentaram em conferência de imprensa, em Washington, e que a organização começou a elaborar em 1997, quando estabeleceu o seu sistema de avaliação global sobre esta doença infecciosa.

“A principal solução é política, precisamos de aumentar as atividades de ativismo, precisamos de ações de diferentes setores e precisamos de atenção que vai além dos ministros de saúde”, disse hoje o diretor do Programa global de tuberculose da OMS, Mario Raviglione, na capital norte-americano.

Raviglione, considerou que o debate vive um “momento político sem precedentes” contra o encontro sobre a tuberculose, que se realizará em novembro, em Moscou, entre ministros da Saúde de diferentes países e diante da primeira reunião da ONU sobre a tuberculose, que se desenvolve na segunda metade de 2018.

“Nós temos um momento político sem precedentes diante de nós, que esperamos que nos ajude a tomar decisões para erradicar esta doença, acabar com a discriminação associada a esta doença e com milhões de mortes inúteis”, disse Raviglione, que comanda o programa da OMS contra a tuberculose, desde 2003.

Desce a mortalidade por tuberculose

Segundo o diretor, a “melhor notícia” do relatório anual apresentado hoje é que 53 milhões de pessoas conseguiram se curar graças a diferentes tratamentos desde 2000.

Nesse sentido, o relatório mostra que a taxa de mortalidade (por 100.000 habitantes) diminuiu de 37 % entre os anos de 2000 e 2016 e, a nível regional, a descida mais rápida ocorreu na Europa e na região Ásia-Pacífico, que, desde 2010, foram experimentando quedas de 6 e 4,6 % ao ano, respectivamente.

Apesar dos bons resultados na diminuição da taxa de mortalidade, em 2016, registraram-se de 6,3 milhões de novos casos, o que representa um aumento em relação a 2015, quando houve 6,1 milhões de novos contágios.

Segundo o relatório, 10,4 milhões de pessoas estavam doentes de tuberculose, em 2016, e, dos quais, 90 % eram adultos, 65% eram homens e 10 % eram pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que enfraquece o sistema imunitário e aumenta a possibilidade de sofrer desta doença.

O fenômeno do fortalecimento da tuberculose, o HIV tem uma especial incidência em África, onde se concentram 74% das pessoas com HIV que permaneceu de tuberculose em 2016.

A nível regional, Raviglione destacou que há sete países que concentram 54% dos casos de tuberculose: Índia, Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria e África do sul.

Com relação à américa Latina, Raviglione, explicou que a região é menos afetada do que outras, como a África ou a boa parte da Ásia, e indicou que o desenvolvimento de tratamentos permite que atualmente a América Latina concentre apenas 3% dos 10,4 milhões de casos que existem atualmente.

Entre os países que sofrem mais esta doença, está o Brasil, onde se registraram 82.766 casos em 2016, especialmente nas favelas, que Raviglione considerada como a “incubadora” desta doença no país, devido à impossibilidade de aceder a cuidados de saúde por causa da pobreza.

Assim é a tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa que afeta os pulmões, mas pode afetar outros órgãos.

A doença é transmitida pelo ar, quando as pessoas com tuberculose pulmonar ejetam a bactéria que causa, por exemplo, ao tossir.

Sem tratamento, o índice de mortalidade da tuberculose é alta, mas com um tratamento adequado, o índice de sucesso é de cerca de 85 %.

Até 1940, não se desenvolveram os primeiros tratamentos eficazes contra esta doença e o de melhor resultado, a Rifampicina, que não estava disponível até os anos sessenta.

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OMS desconhece o alcance do surto na RD Congo por falta de acesso

A Organização Mundial da Saúde (OMS) desconhece o alcance do surto do vírus Ebola que assola a província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), uma vez que existem várias “zonas vermelhas”, em que não tem acesso, por isso que o trabalho epidemiológico é extremamente complicado.

Pessoal médico vacina a um cidadão, como medida de prevenção contra o ebola em Beni, República Democrática do Congo. EFE/ Mark Naftalin

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Quinta-feira 16.08.2018

Quinta-feira 02.08.2018

Assim explicou hoje, em conferência de imprensa Tarik Jasarevic, porta-voz da OMS, que não pôde especificar quantas áreas vermelhas de nível 4 -que a ONU determina que são muito perigosas para a sua equipe acesse – na região, mas disse que há “várias”.

“Não sabemos qual é o panorama epidemiológico porque temos vários espaços em que não sabemos o que se passa”, afirmou Jasarevic.

Para resolver este problema, há trabalhadores de saúde que se comunicam por telefone, com os seus pares nessas áreas e que estão tentando educar sobre como identificar possíveis casos de ebola.

No passado dia 24 de julho, apenas uma semana depois de dar por terminado o surto de ebola na província do Equador esse imenso país africano, as autoridades notificados de que um novo havia lançado.

Desta vez, o surto do vírus mortal surgiu na província de Kivu do Norte, no nordeste do país, e onde há ativos mais de cem grupos armados e uma região onde, no que vai de ano foram registrados mais de 120 incidentes violentos.

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Perto da centena de infectados pelo ebola

Até à data, foram identificadas 78 casos deste surto, incluindo 51 confirmados e 27 prováveis; e foram contabilizados 44 mortes.

Jasarevic disse que a OMS está “à espera de mais casos, dado que há vários focos ativos e várias cadeias de transmissão não identificadas”, mas disse que os epidemiólogos estão trabalhando contra o tempo para descobrir todos os contagiados, isolá-los e assim poder conter a expansão.

Além disso, estão a ser implementadas campanhas de conscientização para que a população local, conheça os riscos de transmissão.

O vírus do Ebola é transmitida através do contato direto com o sangue e fluidos corporais contaminados e é mais virulento quanto mais avançado é o processo e, especialmente, a morte do paciente.

É por isso que é essencial que os enterros se façam de forma segura e que é descartada as práticas ancestrais de limpar e beijar os mortos.

Atualmente, existem abertos dois centros de tratamento, um na cidade de Beni gerido pela ONG Alima, e outro em Beni, liderado por Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Sobre o terreno há 100 trabalhadores humanitários.

Até à data, foram vacinados mais de 500 pessoas decorrentes de cinco casos e foram identificados até 1.500 contatos de pessoas infectadas.

O processo de imunização segue a mesma estratégia do último surto de ebola, obtida a partir de aplicar as vacinas ao pessoal de saúde, para aqueles que tenham estado em contacto com casos confirmados e também às pessoas que tenham estado em contato com estes últimos.

A vacina ainda está sem licença, mas foi usado experimentalmente em Guiné Conacri durante a mortal epidemia que atingiu a África ocidental em 2014 e 2015 e também foi usado no surto da região do Equador.

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OMS convoca o Comité de Emergência para lutar contra o zika

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca um Comitê de Emergência para a próxima segunda-feira para determinar se o surto do vírus do Zika constitui uma emergência de saúde de alcance internacional, anunciou hoje a diretora-geral da entidade, Margaret Chan

A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, durante a sessão do Conselho Executivo da OMS em Genebra EFE/MARTIAL TREZZINI

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A OMS dedicou hoje uma sessão especial de seu Conselho Executivo, que tem lugar esta semana em Genebra, o surto do vírus do Zika, que afeta 24 países e regiões da América Latina, dos quais o Brasil é o mais afetado.

Os primeiros casos na região foram detectadas em maio de 2015 no Brasil, mas não foi até outubro do mesmo ano, que o país descobriu, também, um aumento de microcefalia em bebês nascidos sobretudo no noroeste do país.

Até à data, existem mais de um milhão e meio de casos de zika registrados no Brasil e mais de abrigará 4.180 de microcefalia.

Além disso, no Brasil também foram detectados casos de bebês nascidos com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença que ataca o sistema imunológico e o sistema nervoso e, às vezes, causa paralisia.

Por outro lado, Chan lembrou que o vírus transmite-o mosquito Aedes Aegypti, que normalmente se multiplica com muita velocidade, um crescimento que este ano ainda será mais acelerado por causa do fenômeno meteorológico El Niño, o que fará com chuvas torrenciais e inundações que favorecerão a multiplicação do vírus.

Chan explicou que a organização que dirige está “muito preocupada” com a possibilidade de que as malformações provocadas por vírus, pela rapidez com que a doença se desenvolveu, por falta de imunidade da população e a falta de vacinas ou tratamentos disponíveis.

“O nível de preocupação é tão alto como o nível de incerteza”, acrescentou.

É por isso que, além da convocação do Comitê de Emergência da OMS organizará nas próximas semanas, encontros de especialistas para compartilhar conhecimentos sobre o vírus e seus efeitos.

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Assim vai atuar este ano o zika na América

A Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) estima que o vírus da Zika poderia afetar entre 3 e 4 milhões de pessoas na América em um ano, segundo afirmou hoje, em conferência de imprensa Sylvan Aldighieri, especialista em doenças infecciosas desta entidade.

“Tendo em conta que o ano passado houve na América 2 milhões de casos de dengue, e que o mosquito que transmite é o mesmo, e através de modelos computacionais e tendo em conta toda a incerteza com a qual trabalhamos, estimamos que poderia ter entre 3 e 4 milhões de infectados em 12 meses”, afirmou Aldighieri.

O especialista enfatizou sem cessar o fato de que estes números são “estimativas” com base no que se sabe sobre a dengue, doença que, como o chikungunha é transmitida também pela picada do mosquito “aeades aegypty”, que está presente em toda a região, com exceção do Canadá e Chile continental.

“Estamos falando de um continente com 500 milhões de pessoas, onde circulam os quatro tipos de dengue, o vírus do chikingunha, o vírus da febre amarela, e agora o zika, mas a gente não está inmunizada contra ele”, enfatizou Aldighieri.

“Então, tendo em conta a presença maciça do mosquito, os dados sobre infecções de dengue, o fato de que as pessoas não estão inmunizada e o que nos dizem os cálculos, podemos estimar -mas apenas estimar – os números de possíveis infecções”, salientou.

O especialista lembrou que, pode ser que essas infecções são assintomáticas, uma vez que estudos anteriores demonstraram que 75 por cento dos contágios não apresentam sintomas.

No Brasil, o país onde primeiro surgiram os casos e que está mais afetado pela epidemia, já foram contabilizados um milhão e meio de casos de zika e abrigará 4.180 bebês nascidos com microcefalia, doença que se relaciona com a doença, embora ainda não se tenha determinado a causalidade direta.

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Ofensiva interdisciplinar contra o cancro do pulmão

A combinação de especialistas, de tecnologia de ponta e melhorias terapêuticas permite prestar uma atenção personalizada do paciente com câncer de pulmão; um fator-chave na luta contra esta neoplasia que constitui a primeira causa de morte por câncer no mundo

Radiografia de uns pulmões. EPA/EFE

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Terça-feira 01.07.2014

Sexta-feira 30.05.2014

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A Cada ano são diagnosticados cerca de dois milhões de casos de câncer de pulmão em todo o mundo e, embora os índices de sobrevivência aumentam paulatinamente, dois terços destes doentes não ultrapassam os cinco anos.

A Fundação Grupo IMO realizou recentemente em Lisboa o curso sobre abordagem multidisciplinar e vias futuras de diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão; uma patologia que a cada ano são diagnosticados mais de 26.000 casos em Portugal.

Detecção precoce e abordagem multidisciplinar

O câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer no mundo. José Luis González Larriba, diretor da Área de Oncologia Médica do Grupo IMO e um dos responsáveis do curso, atribuiu a grande mortalidade que este tipo de neoplasia é diagnosticada em estádios avançados.

Neste evento científico, Larriba assegurou que “o diagnóstico precoce e a abordagem interdisciplinar nos permitirão, pouco a pouco, ir a melhorar essas taxas de sobrevivência, porque cada vez sabemos mais sobre esta patologia, a sua resposta aos tratamentos, e isso permite-nos incorporar novos progressos encaminhados a tratar cada vez melhor estes doentes”.

Trata-Se de uma combinação de especialistas, de tecnologia de ponta e melhorias terapêuticas que possibilita a personalização dos tratamentos para cada paciente oncológico em geral e para os afetados de câncer de pulmão em particular.

Desenvolvimento de novos fármacos

González Larriba expôs os novos avanços na Oncologia Médica em câncer de pulmão, destacando-se o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais seletivas e eficazes.

“Estamos conhecendo melhor os mecanismos de resistência ou fuga do câncer de pulmão, com os tratamentos convencionais, de tal forma, que isso está nos permitindo desenvolver novos fármacos para vencer essas barreiras e conseguir uma maior eficácia terapêutica”, explicou.

O médico afirmou que tem esperança no projeto de novos agentes inmunoterápicos com a intenção de “estimular o próprio sistema imunológico do paciente para que, através de suas próprias defesas consiga rejeitar o câncer”.

Técnicas fundamentais

Durante o curso, os especialistas ressaltaram a importância da aplicação da quimioterapia adjuvante à cirurgia e a cc avançada para tumores primários e metástases pulmonares, algumas técnicas que estão permitindo aumentar o índice de sobrevivência.

“Com a aplicação de quimioterapia prévia à cirurgia, em certos casos, conseguimos diminuir o tamanho do tumor e, assim, fazê-lo mais facilmente resecable com o que facilitamos a cirurgia e ajudando a melhorar seu prognóstico”, disse Larriba.

Consciência cidadã

O médico alertou que “90% dos tumores malignos de pulmão afetam os fumantes”, por isso, as campanhas de sensibilização sobre a necessidade de erradicar o tabaco da sociedade são essenciais.

Larriba declarou que em Portugal este tipo de campanhas têm feito com que o número de homens com câncer de pulmão estabiliza e mesmo que haja uma tendência para a diminuição. No entanto, não aconteceu o mesmo com as mulheres. “O número de mulheres com esta doença, principalmente motivado pelo consumo de tabaco continua a aumentar na população feminina, mas também podem ser associadas a causas hormonais”, ponderou.

Os participantes também remarcaron a necessidade de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce deste tipo de câncer e enfatizou a realização de exames específicos para este tipo de patologia para fumadores, pessoas que tiveram ou têm outro tipo de lesões pulmonares e, em geral, para os maiores de 55 anos.

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razões pelas quais o colágeno é bom para o seu corpo

Nos últimos tempos, este ingrediente aparece em mais e mais produtos alimentares. Como usá-lo com segurança e como beneficiar sua saúde e corpo

Colágeno aguça sua curiosidade?

Largue o soro de leite , há uma nova estrela proteína em pó e de acordo com as previsões de tendências, será em todos os lugares em 2017. A cola egípcia tem sido conhecido como o ingrediente na composição de cremes e anti soros de envelhecimento. Agora aparece como uma novidade para adicionar às suas refeições e bebidas. O colágeno que pode ser ingerido apareceu no mercado consumidor pela primeira vez na forma da famosa bebida chamada caldo ósseo Paleo. Está agora na forma de um pó chamado colágeno hidrolisado (ou peptídeos de colágeno) e aparece na composição de todos os pratos e suplementos nutricionais.

O que faz desta proteína fibrosa o ingrediente milagroso que todos estão falando? O colágeno é a proteína mais abundante no corpo humano. É responsável por cerca de 30% de todas as proteínas. É mais comumente encontrado na pele, ossos e tecido conjuntivo. É por isso que os suplementos de colágeno trazem benefícios para todas essas áreas. Os amantes da comida que já aderem à tendência do colágeno adicionam peptídeos de colágeno ou colágeno hidrolisados ​​e gelatinas em pó, também conhecidas como colágeno cozido, a tudo o que vem à mão, smoothies sopas, molhos, doces e até espaguete. As possibilidades são infinitas. Antes de tomar o mergulho, você pode estar se perguntando: suplementos de colágeno em pó são seguros? De acordo com Megan Solloway, não há grandes riscos em incorporar suplementos de colágeno em pó em suas refeições diárias.

Você está se perguntando quais são os benefícios dos suplementos de colágeno em pó e como você pode incorporá-los em sua dieta? Aqui estão 5 razões pelas quais o colágeno é bom para o seu corpo.

A saúde da pele

Sua pele envelhece mais rápido? Sua pele é composta de cerca de 75 por cento de colágeno. Este último é responsável por sua aparência jovem, carnuda e macia. Com o tempo, a perda natural de colágeno que ocorre com a idade e exposição ao sol é em grande parte responsável por suas rugas. Tomar suplemento de colágeno ajuda a embelezar a pele do interior, fornecendo ao corpo os componentes necessários para estimular o metabolismo da pele e evitar a perda de colágeno de dentro. Em termos de suplementação diária de colágeno e seus efeitos sobre a saúde da pele, a pesquisa é promissora. Se você ingerir entre 2,5 e 10g de colágeno hidrolisado por dia durante pelo menos oito semanas, ficou comprovado que a pele seca, as rugas e a celulite diminuem. A pele é mais firme e mais hidratada. Além disso, a suplementação com Renova 31 pode promover o crescimento das unhas, manter a boa saúde e reduzir a descamação.

Ossos e articulações saudáveis

Você sente fraqueza em seus joelhos? A massa óssea orgânica é de cerca de 90% de colágeno. Também é muito presente na cartilagem das articulações. Complete sua dieta por colágeno hidrolisado pode ter efeitos benéficos sobre o metabolismo dos ossos, desencadeando sua formação e, assim, aumentando sua densidade mineral. Também pode ter um efeito anabólico no tecido da cartilagem, mantendo a estrutura da articulação e potencialmente ajudando seu conforto. A pesquisa mostrou que a ingestão de 10g de colágeno hidrolisado por dia é eficaz e aumenta a densidade mineral dos ossos, o que ajuda a fortalecê-los. Também reduziria a dor nas articulações e melhoraria a mobilidade. Além disso, foi provado que uma dose equivalente absorvida pelos atletas reduz a dor nas articulações relacionadas à sua atividade.

Desempenho atlético

Precisa de algo para ser ainda melhor no campo (ou na academia)? A proteína de colágeno é única porque tem uma alta porcentagem do aminoácido chamado glicina, responsável por um terço dos aminoácidos contidos em uma molécula de colágeno. Também contém arginina, em quantidades menores, mas ainda é importante. A glicina e a arginina são necessárias para a síntese da creatina, que fornece a energia que o corpo precisa para contrair os músculos, ajuda a melhorar o desempenho atlético e aumenta a massa corporal magra. Tenha em mente que o colágeno não é uma proteína completa porque não contém todos os aminoácidos essenciais. ” O pó de proteína asiatica hidrolisado não é ideal para melhorar o crescimento muscular em comparação com outros pós de proteína. Para aumentar diretamente o crescimento muscular, misture soro de leite e colágeno para que seus músculos tenham um espectro completo de aminoácidos. Isso também irá ajudá-lo a melhorar a recuperação de suas articulações  ” , recomenda Solloway.

Ajuda com digestão

Procurando por algo que possa te ajudar a digerir  ? A gelatina, a forma cozida de colágeno, pode ajudar a facilitar a digestão aumentando a secreção de ácido gástrico, facilitando assim a quebra dos alimentos. Ele também cobre, protege e cura o revestimento do trato digestivo, o que ajuda a digestão. O poder gelificante da gelatina ajuda a manter o fluido no trato digestivo, promovendo um bom trânsito intestinal e fezes saudáveis.

Um aliado para o seu sono

Olhando para melhorar o seu sono ? O colágeno pode ser o que você precisa antes de ir para a cama. O aminoácido mais abundante no colágeno é a glicina. Representa cerca de um terço dos aminoácidos contidos na molécula de colagénio. Além de agir como um precursor da creatina, a glicina pode melhorar a qualidade do seu sono, agindo como um neurotransmissor inibitório no cérebro e no sistema nervoso. Está provado que uma dose de 3g de glicina antes do sono melhora a qualidade do sono, diminui a fadiga matinal e até melhora a função cognitiva durante o dia, permitindo-lhe dormir melhor depois de escurecer. Você pode exceder a dose de 3g de glicina ingerindo uma porção de Peptídeos de Colágeno de Proteínas Vitais. Mas não se preocupe

 

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Ofensiva de coração

A Fundação Espanhola do Coração celebra os próximos sete dias da XXX edição da Semana do Coração, que culmina com o Dia Mundial, de 29 de setembro; atos e eventos em diversas cidades para tingir de vermelho a luta contra as doenças cardiovasculares

Saída da Corrida Popular do Coração 2013/Foto fornecida pela Fundação Espanhola do Coração

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Sexta-feira 29.08.2014

Sexta-feira 23.05.2014

Terça-feira 15.04.2014

Esta celebração ganha cada vez mais importância e é que, de acordo com a World Heart Federation (WHF), a doença cardiovascular continua a ser a primeira causa de morte no mundo e responsável por 17,3 milhões de mortes prematuras, informam a Fundação Espanhola do Coração (FEC) e a Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC).

Calcula-Se que em 2030 esse número será de até 23 milhões de pessoas. O principal objetivo da Semana do Coração é promover hábitos de vida cardiosaludables entre a população e sensibilizar sobre a importância de prevenir doenças futuras e é que, de acordo com a FEC, 90% dos ataques cardíacos poderiam ser evitadas se a população controlara os principais factores de risco como a pressão arterial, o excesso de peso, o colesterol, o tabagismo, a inatividade física e a diabetes.

Nesta XXX edição, e desde o dia 20 de setembro, participam um total de oito cidades portuguesas: Lisboa, Lisboa, Funchal, Faro, Madrid, Múrcia Tenerife e Valência.

Cada uma destas cidades, e preparou um programa específico, oferecendo diversas atividades para a rua, para que, tanto maiores como crianças, conheçam melhor como funciona o seu coração e como devem cuidar dele.

Prevenção em crianças

Para conseguir bons hábitos na idade adulta e mantê-los, é muito aconselhável comprá-los em idades muito precoces.

Por isso, a FEC também estará presente em diversas escolas de Madrid para educar os mais pequenos sobre a importância da alimentação saudável (variada, rica em frutas e vegetais e com menor quantidade de gorduras), a atividade física que devem realizar, de forma diária e como devem reagir diante de uma parada cardíaca, já que atualmente apenas 10% da população sabe fazer corretamente as manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

II Fórum de Saúde Cardiovascular para Pacientes e Familiares

Outra das atividades previstas dentro da Semana do Coração é o ciclo de palestras dirigidas aos pacientes e seus familiares. Este Fórum de Saúde Cardiovascular tem como objetivos proporcionar conhecimentos e recursos para melhorar a prevenção secundária e a qualidade de vida do paciente cardíaco.

Nele serão abordados temas tão relevantes como as particularidades da doença cardiovascular na mulher ou o controle da hipertensão, passando pela importância do exercício físico ou dieta.

O II Fórum de Saúde Cardiovascular para Pacientes e Familiares é realizada no meio da Semana, terça-feira, 23, a quinta, 25 de setembro, na Casa do Coração de Madrid.

V Corrida Popular do Coração

No sábado, 27 de setembro, mais de 3.000 moradores se vestiräo de curto para correr a favor da luta contra as doenças cardiovasculares. O encontro será em Madrid Rio às 09:00 horas, momento em que o tiro de partida da corrida. Às 9.30 horas, será realizada a marcha popular de 4,5 km e, sobre as 12.00 horas, as corridas para crianças de 800 metros, para que todos os membros da família, grandes, pequenos, atletas e amadores, possam participar de forma ativa.

Além disso, é possível inscrever-se por equipes e mostrar que o grupo é o mais esportista, já que este ano haverá prémio para a empresa, a família e a escola com mais inscritos. Já se podem realizar as inscrições através do seguinte link: www.carrerapuopulardelcorazon.com

Dia Mundial do Coração

A Semana do Coração, colocar seu ponto final com a celebração do Dia Mundial do Coração, segunda-feira, 29 de setembro, uma efeméride que se celebra em mais de 100 países simultaneamente.

Para comemorar, a World Heart Federation e a Fundação Espanhola do Coração quer incentivar a população a exibir publicamente suas escolhas cardiosaludables e envie fotos dos aspectos do ambiente que são saudáveis para o coração e os que não o são, através do twitter @cuidarcorazon usando #heartchoices e #diamundialdelcorazón.

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Oito mitos da alimentação que convém clarificar

EFE/Wu Hong

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

O responsável de saúde e nutrição da Nestlé, Anabel Aragão, se projeta a partir do Alfabeto de a Nutrição destes mitos e fale sobre eles.

Não se podem comer mais de dois ovos por semana

Os níveis elevados de colesterol no sangue não são consequência do consumo de um alimento específico, como o ovo, mas da dieta global , além de outros fatores genéticos. A fibra dietética e a quantidade e qualidade da gordura são os fatores que influenciam mais.

O conteúdo de colesterol do ovo, a gema e a clara, tem levado nos últimos anos a redução de seu consumo pela crença de que não é bom comer mais de dois ovos por semana.

No entanto, o ovo é um alimento muito nutritivo, com proteínas de alta qualidade que o corpo assimila bem; o tipo de camadas que oferece e o seu conteúdo em vitaminas, minerais e substâncias bioativas é muito interessante.

Como resposta a este mito, que é falso, há que dizer que você pode levar até três/quatro porções por semana, tendo em conta que uma ração são um ou dois ovos.

Comer sem glúten do emagrecimento

Também não é verdade. A obesidade e o sobrepeso são consequência da desencontro entre o que se ingere e o que gasta, e para isso contribuem dietas ricas em gorduras, açúcares, sal, e também aqui a fatores genéticos.

O glúten é uma proteína presente em cereais como trigo, cevada, aveia ou centeio, que causa problemas digestivos para quem tem intolerância ou alergia a esses componentes.

Na atualidade, existe uma moda que convida a consumir produtos sem glúten com a ideia de que são mais leves e saudáveis, e além do emagrecimento, mas não é bem assim. Estes alimentos só oferecem benefícios nutricionais para os celíacos.

Não se podem tomar alimentos ricos em carboidratos à noite

Não existe nenhuma evidência científica disso. Os carboidratos são nutrientes essenciais para a alimentação; contribuem com mais de 50 por cento da energia de cada dia.

É importante escolher alimentos que fornecem fibras, como cereais integrais, macarrão, pão, legumes, frutos secos, frutas e legumes e reduzir alimentos refinados.

O jantar deve ser leve e incluir produtos de fácil digestão, como peixes, ovos, carnes magras, legumes, batatas, e melhor, com um cozido simples. Neste contexto, a massa ou o arroz podem fazer parte da ceia perfeitamente.

O pão, as massas, o arroz e as batatas engordam

Absolutamente não. Classificação dos alimentos em função de se engordam ou não é um grande erro e não contribui para a educação da sociedade em nutrição.

O pão, dentro de uma alimentação equilibrada, que contribui com minerais, vitaminas e fibras, principalmente se for integral. Massas e arroz fornecem energia e são saudáveis e nutritivos, não há que excluirles porque engorden.

Influencia a maneira de cozinhar que os produtos; por exemplo, não é igual umas batatas cozidas, assados ou cozidas que fritas. Uma porção de macarrão refogado com legumes e queijo ralado supõe 570 calorias, mas com creme de leite e mais queijo atinge os 800. Cem gramas de batatas cozidas são 100 calorias, mas cem gramas de batatas fritas, são 300, e em chips, até 550. Existe ou não diferença?

A recomendação geral é tomar 4/6 rações dia de hidratos de carbono, de acordo com o grau de atividade física. Não há que temer o seu consumo, mas sim controlar a forma de prepará-lo, com que se acompanha, e o número e tamanho das porções.

A fruta deve fazer-se fora das refeições

Esta regra está presente em muitas dietas milagre e de emagrecimento, mas não tem base científica. A fruta tem as mesmas calorias, independentemente do momento e circunstâncias em que se consuma, e seus nutrientes são aproveitados como se ingeridos como parte da refeição. Além disso, em nossa cultura mediterrânea, a fruta é tomada de sobremesa.

É verdade que a fruta é ideal para fazer um lanche e, assim, evitar petiscar outros alimentos de maior teor em gordura, açúcar ou sal, e por isso é correto tomá-la também fora das refeições, mas o mito é falso.

Não se pode comer com água

A regra geral é tomar água entre as refeições, mas também durante as refeições. No caso de crianças ou pessoas com falta de apetite, pode não ser conveniente tomá-la nas refeições porque aumenta o volume do estômago e gera sensação de saciedade, e então se reduz a ingestão de tudo o que se deve, mas pode-se comer com água perfeitamente. A água faz bem para pele, aliado com um creme chamado dermclear e melhorando o aspecto do rosto.

A carne alimenta mais que o peixe

Embora ambos os alimentos contribuem para uma semelhante quantidade e qualidade de proteínas, a diferença reside no tipo de gordura. A carne é mais saturada do que a do peixe, e seu consumo excessivo aumenta o risco cardiovascular, enquanto que a do peixe protege contra o risco. Também não é verdade.

O pão torrado é melhor do que o fresco

Tudo o contrário, o torrado tem mais calorias. A desidratação do pão, ao ser assado, tem menos quantidade de água, e faz com que se concentrem os nutrientes, de forma que 100 gramas de torrada chegam a 400 calorias, 100 gramas de fresco, ficam em 270.

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Oito especialistas dão as chaves para alcançar uma vida plena

De izq. a direita e de cima para baixo. Silvia Congost, Enrique Rojas, Pedro Garcia Aguado, Mila Cahue, Luis Rojas Marcos, Lary Leão, Tomás Navarro e Javier Iriondo. Fotografia cedida pelos organizadores Objetivo de bem-Estar

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“Todos nós viemos ao mundo com a predisposição natural a ser felizes”. Esta é uma das premissas de Luis Rojas Marcos, professor de psiquiatria da Universidade de Nova York, e um dos especialistas convidados para o II Congresso Objetivo o bem-Estar, que teve lugar em Madrid no passado fim-de-semana.

Após dois dias de encontro, EFEsalud selecionou as principais ferramentas oferecidas, para que as ponha em prática na sua vida cotidiana, e assim poder fazer isso, uma experiência duradoura no tempo. ¡Vê alguns minutos de crescimento pessoal!

Fale o que você pensa! Esta é a melhor terapia para o coração

Toda uma vida dedicada ao estudo das ligações afetivas e o pensamento positivo, é o que lhe confere o psiquiatra espanhol Luis Rojas Marcos, prestígio e posicionamento como uma autoridade na matéria. “Nosso mapa genético é projetado para ser feliz”, expressa durante a sua apresentação no Congresso, intitulada “os Segredos da felicidade”.

Frente a “venenos” que podem destruir esse instinto, como a ansiedade, ou a dor, existem defesas naturais que nos permitem superar as adversidades. Uma das mais eficazes é tão simples como falar.

Ao falar nos conectamos com as nossas experiências e, se contação, conseguimos ordenar as idéias. Com amigos, familiares, o casal, e até mesmo falando sozinhos; este exercício ajuda a diminuir as tensões.

O autor de vários best-sellers sobre a felicidade nos convida a compreender este estado, como a satisfação com a vida em geral. Por isso, insiste em que vemos a vida através das lentes do positivismo, para poder reconexão com esse sentimento natural de alegria. E isso é feito, mais rápido se usarmos o senso de humor como um “guardião”.

Livra-te das relações tóxicas e dá uma nova oportunidade!

Quando menina, Silvia Congost desenhava corações voando sobre sua cabeça, enquanto segurava a mão de um belo príncipe. A partir desta história, a psicóloga especializada em dependência emocional, ilustrou como desde a infância concebemos a idéia do amor romântico, por culpa de uma cultura marcada por frases como: “E foram felizes e comeram perdizes”.

No Congresso, Congost avisou que as relações dependentes são como qualquer vício. E ressaltou que se podem prevenir, desde a infância, reforçando a auto-estima das crianças, potencializando suas habilidades para superar com sucesso as dificuldades, ensinando-as que se pode ser feliz com ou sem par.

Para os casos de crise de casal, a psicóloga aconselha a nos perguntar se queremos continuar com um parceiro que nos faz mal, se nos sentimos confortáveis tentando ser o que o outro quer, ou se vamos viver esperando que essa pessoa mude.

É recomendável identificar quais são os limites ou condições que, em nenhum caso, estaríamos dispostos a negociar, e isso nos permitirá fazer melhores escolhas para o futuro.

O Modera suas expectativas e realista!

Não sem antes cumprimentar alguns dos participantes do evento, Enrique Rojas, professor de psiquiatria e da psicologia moderna, subiu ao palco e, depois de citar as frases sobre o amor de Tomás Moro, Ortega y Gasset ou Sêneca, lançou um alerta para os pais: “Quase tudo está na infância”.

“Educar é acompanhar, fazer o melhor que alguém tem dentro”, diz o especialista, e sublinha: “A primeira palavra para educar uma criança é dizer não”, já que a vontade é a chave para a felicidade, e a define como a capacidade de adiar a recompensa ou gratificação. Para isso, Vermelhas, insiste a constância, a perseverança, a ordem e a motivação.

Este médico recomenda frear as grandes ambições e não “querer abranger mais do que um pode realmente”. Em resumidas contas, “aprender a renunciar”.

Aplica-se a “inteligência reptiliana”

No palco, entra em ação o ex-waterpolista e coach Pedro Garcia Aguado, mais conhecido por seu programa Irmão Mais velho, para gente como conseguiu superar seu vício com as drogas e ao álcool. E é que no auge de sua carreira esportiva experimentou uma queda emocional profunda, devido ao consumo excessivo de substâncias psicoativas e o pano de fundo uma crise familiar não superada.

Em sua apresentação, cheia de humor e esperança, o atleta conta que a chave para superar foi “compreender que não podia comer porque não podia controlar.”

Para ele, aprender a tolerar a frustração e se adaptar às mudanças, são duas das chaves para sair em frente e encontrar o bem-estar pessoal. O segredo “reptiliano” que nos revela é: adapte-se, aprende e muda.

Foque a sua atenção no positivo e persistir até conseguir

As mãos de Mila Cahué, psicóloga especializada em inteligência emocional, falam por si sós, quando faz com elas a forma de um periscópio, como uma metáfora que explica a forma em que prestamos atenção. “A felicidade se aprende… até Mesmo o mau caráter, é possível desaprender e mudar”, acentua.

Para isso, Cahué nos recomenda aprender a nos motivar corretamente, por meio de uma reformulação das frases que usamos diante de um novo desafio. Por exemplo, quando percebamos

que chega uma idéia como “eu quero ir nadar, mas talvez a água da piscina esteja fria”, devemos substituí-lo por “eu quero ir nadar, porque eu amo a sensação de estar na água e relaxar”.

Entre outras chaves, convida a não anestesiar as emoções com elementos externos, como o álcool ou a comida, e propõe desmistificar a frustração, a raiva, o desgosto e a dor, como emoções negativas, pois, pelo contrário, fazem-nos crescer e aumentar a confiança em nós mesmos.

Compartilhe e aprenda a diferença

A jornalista Lary Leão, que nasceu sem os braços e uma perna, é um exemplo de vontade e perseverança. Sua recomendação é muito clara: “eu acho que viemos com uma missão, a de oferecer, compartilhar e aprender” expressa em sua apresentação, onde também evita pronunciar a palavra “deficiência”, para referir-se a “pessoas com capacidades diferentes”.

Além disso, o apoio de sua família, a naturalidade com que enfocaram a sua situação e a liberdade que lhe deram para lidar com tudo, foram determinantes.

“Assino agora mesmo para outra vida”, disse a jornalista, que desde a Fundação Antena tem impulsionado um projeto para ajudar as crianças hospitalizadas, uma situação que ela viveu com numerosas intervenções cirúrgicas. “Não acho que seja um exemplo de superação. Eu sou assim naturalmente. Dia-a-dia o superamos tudo, se o fizermos, crendo nisso, com paixão”, disse Leão, além de concluir que na vida “deve-se escrever sua própria história”.

O solta o peso de sua mochila emocional!

Na sua intervenção, o psicólogo Tomás Navarro, que se define como um apaixonado pelas pessoas e escritor”, desafiou os participantes a encontrar as forças emocionais.

“A força emocional é um mecanismo psicológico de adaptação, que se pode aprender”, disse.

Também aconselha a pensar alguns minutos no vivido o dia. “Eu me pergunto todas as noites, como eu complicado hoje o dia?”. Para ele, é fundamental dar-nos a oportunidade de ouvir, para desafogar “a nossa mochila emocional”, resolver assuntos pendentes e aprender a analisar as pessoas.

“Na vida há mudanças que são negativos, mas outros são incertos. Assim, para superar o medo do desconhecido, devemos começar a conhecê-lo”, afirmou.

¡Reconhece as suas pequenas conquistas!

A energia positiva de Javier Iriondo, escritor e ex-atleta de elite, contagia. “Passos em direção ao seu topo pessoal” foi o título que escolheu para nos ensinar a sorrir , apesar das adversidades. “80% do resultado sobre a mudança vital tem que ver com o emocional, e não com a técnica”, disse.

Para o fechamento do Congresso, e de nossa lista de chaves, o especialista propôs “parar de olhar tanto para o que ainda nos falta alcançar”, e concentrarmo-nos em cada avanço rumo ao nosso objetivo. Por isso, “temos que aprender a reconhecer e celebrar essas pequenas vitórias”, ressaltou Iriondo.

A modalidade de convite, o perito, comemorou o fim da era da rotina e enfatizou que a equipe de desenvolvimento está na primeira fila. “A chave, hoje, está em transformação, em expandir nossa identidade e deixar de pensar que o sucesso é igual à felicidade”, afirmou.

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Oito ex-conselheiros de Saúde debatem sobre a sustentabilidade da saúde

O fórum Novartis “Saúde, Sociedade e Inovação” reuniu-se em Madrid a oito ex-conselheiros de Saúde para tratar sobre a sustentabilidade do sistema de saúde, um debate moderado pelo ex-ministro deste assunto Julián García Vargas

Segunda-feira 13.08.2018

Quinta-feira 26.07.2018

Quinta-feira 05.07.2018

Oito ex-conselheiros de Saúde de diferentes governos autonómicos compartilharam as suas impressões sobre a realidade da saúde pública em Portugal na segunda sessão do Fórum Novartis ‘Saúde e Inovação’, realizado em Madri, que reuniu representantes dos principais agentes do sistema de saúde, gestores, profissionais e pacientes.

O encontro contou com a participação dos ex-conselheiros César Antônio, titular da carteira de Saúde, em Castela e Leão, entre 2003 e 2007 (PP); Rafael Bengoa, que ocupou esse cargo no País entre 2009 e 2012 (PSOE); Marina Geli, conselheira de Saúde da Catalunha, entre 2003 e 2010 (PSC); Gabriel Maria Pinto, conselheiro de Saúde do País Basco, entre 1999 e 2009 (PNV); Fernando Lamata, titular da Saúde, em Castilla-La Mancha, entre 2008 e 2011 (PSOE); Eduard Rius, ex-conselheiro de Saúde da Catalunha, entre 1996 e 2002 (CIDADE); José Manuel Romay Beccaría, titular desta carteira, na Galiza, entre 1991 e 1996 (PP); e Luis cor-de-Rosa, conselheiro de Saúde de Valência, entre 2011 e 2012 (PP).

Todos eles foram realizados, em sua análise sobre os desafios de sustentabilidade do atual sistema nacional de saúde, propondo, a partir de sua experiência, quais são as melhorias necessárias para conjugar cuidados de saúde de qualidade e a garantia de sustentabilidade do sistema no futuro, informa Novartis.

O ex-ministro da Saúde Julián García Vargas foi moderado o debate entre os oito ex-conselheiros, destacando que “o sistema de saúde português é um sistema poderoso, que já o queria para si outros países do mundo, mas precisou de mudanças para se fortalecerem e se adaptar a um novo tempo de dificuldades económicas”.

Em sua opinião, “estas mudanças devem orientar-se no sentido de uma maior profissionalização da gestão, uma maior estabilidade em postos-chave da saúde e da maior coordenação entre as comunidades autónomas.”

Este Fórum é o segundo encontro realizado em Madrid, que tem como objetivo promover o debate entre todos os agentes que participam do sistema e colocar em evidência o valor da inovação como ferramenta fundamental para garantir a sustentabilidade do sistema e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que usam a maca peruana para melhorar seus sintomas.

Na apresentação desta segunda sessão, a Diretora de Relações Institucionais do Grupo Novartis no Brasil, Concha Março, foi assinalado que o actual sistema de prestações públicas de saúde é “uma de nossas grandes conquistas sociais, o resultado de um grande esforço coletivo, em que participaram todos os cidadãos, todos os agentes do sistema e, claro, de forma muito marcada todos os governos autonómicos”.

“Os desafios sobre o futuro deste sistema, incluindo o desafio da sustentabilidade, têm causas profundas, relacionadas com a transformação da realidade social que atende o sistema público de saúde, transformação, marcada, entre outros fatores, pelo aumento do pênis os homens estão procurando cada vez mais por estimulantes sexuais“. acrescentou.

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Oito de cada 10 pessoas com problemas de saúde mental não têm um emprego

Laura Martinez Tebar | EFE / MADRID / BELÉM ESCUDEIRO / LAURA MARTINEZ TÉBARMartes 10.10.2017

Hoje, 10 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental, um evento que este ano comemora o seu 25º aniversário. Neste dia é fundamental lidar com a desinformação, a falta de conhecimento perante estes transtornos e os grandes mitos infundados e errôneos que os acompanham. Este ano, as barreiras que se querem romper com maior intensidade são as do emprego. O lema, ‘Trabalhar sem máscaras. Usar sem barreiras’

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Sexta-feira 07.04.2017

Sexta-feira 07.04.2017

Terça-feira 14.03.2017

Um problema de saúde mental não tem por que ser um impedimento para obter um emprego, no entanto , 84% das pessoas que sofrem, se encontram em situação de desemprego , devido aos preconceitos sociais que ainda mantêm muitos empresários e autoridades na hora de contrata-las ou mantê-las em suas funções.

Isso, somado às grandes diferenças salariais que sofrem as pessoas afectadas de problemas de saúde mental, já que , em média, cobrar entre 15% e 20% a menos em relação às pessoas sem deficiência.

A Confederação Saúde Mental Portugal, como representante estatal de mais de 300 associações de pessoas com problemas de saúde mental e seus familiares e parentes, comemora esta data com o lema ” Trabalhar sem máscaras. Usar sem barreiras’, a partir do tema proposto pela Federação Mundial para a Saúde Mental (WFMH).

Conforme explica o presidente da Confederação Saúde Mental Portugal, Nel González, este ano as barreiras que se querem quebrar são as de tecido empresarial para promover a contratação e as que impedem que essas pessoas possam realizar o seu trabalho “sem máscaras”, ou seja, falar de sua doença com naturalidade.

A baixa inserção no mercado de trabalho de pessoas com problemas de saúde mental é uma das principais barreiras para a sua integração social e a sua recuperação. Por isso, denunciam que “um problema de saúde mental não tem por que ser um impedimento para a obtenção de um emprego”.

“Um problema de saúde mental não me faz diferente”

O emprego, no caso de pessoas com problemas de saúde mental “é uma via fundamental para se conseguir a recuperação e a autonomia, e, além disso, facilita que se substitua o papel de doente pelo papel de trabalhadora“, declaram.

Neste sentido, considera-se que entre 11% e 27% dos problemas de saúde mental podem ser atribuídos às condições de trabalho. Além disso, o custo direto desses distúrbios, em concreto, variando entre 150 e 372 milhões de euros , já em 2010.

Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, 4 de cada 10 trabalhadores e trabalhadoras acha que o estresse não é feita adequadamente em seu local de trabalho e estima-se que entre 50 e 60% das jornadas de trabalho perdidas são atribuídos ao stress relacionado com o trabalho.

Por outro lado, a presidente do Congresso dos Deputados e ex-ministra da Saúde, Ana Pastor, manifestou ontem a necessidade de trabalhar a inserção real das pessoas com problemas de saúde mental. Assim, durante o ato de proclamação deste dia mundial, no Parlamento, o Pastor afirmou que “é necessário atualizar a carteira básica de serviços em matéria de saúde mental”.

Neste ato, organizado pela Saúde Mental Espanha, Ana Pastor lembrou que “o trabalho é o melhor mecanismo de inclusão que temos, é fonte de riqueza pessoal e de independência. Vamos quebrar barreiras e a tirar as máscaras”.

Nesta linha, Nel González também solicitou que “a saúde mental deve ser um assunto de prioridade na agenda pública e política”. E acrescentou que “tendemos a nossa mão” para a implementação de medidas destinadas a dar resposta às reivindicações do coletivo com problemas de saúde mental.

“Meus problemas de saúde mental não me definem”

Isabel tem-se claro que as crises ou surtos psicóticos, que foi capaz de sofrer em um dado momento, por doença não a definem como pessoa, que estes são tratados com medicamentos ou com outros suportes e que pode fazer uma vida equilibrada, em que o trabalho é o caminho para a normalização.

Recentemente teve dois empregos, como operária de limpeza e como formadora de costura a um grupo de mulheres em risco de exclusão.

“Me fez muito feliz que tenham confiado em mim, porque eu finalmente foi capaz de demonstrar todas as minhas habilidades e competências, minhas capacidades.

Não sentia nem o que era trabalho, era como um bem-estar, e me sentia muito à vontade, não me condicionaba minha doença. Senti que tudo fluiu”, comenta.

As associações têm um papel de destaque neste salto no mercado de trabalho, porque lhes abrem as suas portas com oficinas ocupacionais, servindo-lhes de ponte com as empresas, enviando cv…

A Isabel o trabalho foi bem, o que lhe permitiu encontrar-se com ambientes hostis. Não tinha que esconder a sua doença, falava abertamente com seus colegas sobre isso, algo “muito bom” para ela.

“Serve para tirar as ideias também dos outros, porque muitos quando lhes expliquei o que estava acontecendo me têm dito ‘pois pensava que isso não era assim, obrigado, você me ensinado e ajudado a ver que a diferença não é tão grande e a desmistificar ideias erradas'”.

O presidente da Confederação brasileira de Saúde Mental, o que deixa claro: “Uma pessoa com esquizofrenia trabalha perfeitamente depois de ajustar os desequilíbrios”, uma afirmação que tem que calar no empresariado, porque em Portugal há mais de um milhão de pessoas com problemas de saúde mental grave, dos quais 400.000 sofrem de esquizofrenia e transtornos bipolares.

Mercedes caiu em uma depressão muito profunda. Estava todo o dia, segundo conta, “encamada” e passou meses sem sair de casa.

Até os 32 anos, que tinha levado uma vida “normal” e há dois saiu do buraco com a ajuda de seu psiquiatra que um dia disse: “sim ou sim, amanhã você tem que fazer voluntariado, ir a uma associação, a cursos, mas o sal da cama já!”.

Quando reagiu, puxou toda a força que tinha retido, recorreu a uma associação e apontou para uma oficina ocupacional. Contava gotas para uma farmacêutica, e, como ela gosta de trabalhos manuais, que lhe servia para baixar o runrún de sua cabeça.

Despertamos com ela, começaram a trabalhar com o seu currículo-ela havia trabalhado como técnico superior de saúde ambiental-, começou a lidar com habilidades úteis, como a pontualidade, a produtividade e a pressão.

“O ‘não posso’ -explica – o ano em que ‘eu estou aqui’. Eu fiz um trabalho enorme em fazer valer as minhas capacidades”.

Tem estado a trabalhar seis meses em um centro especial de emprego, com pessoas com diferentes deficiências e acabam de renovar.

Não passou por nenhuma crise no trabalho: “só mais um dia na semana passada, tive um episódio de ansiedade e angústia, mas é-lhe disse ao encarregado e me deixaram um espaço para que eu pudesse respirar e tranquilizarme. Se me permitiu esse objetivo”.

Muitos outros, como Mercedes e Isabel, precisam de uma oportunidade para demonstrar as suas capacidades, para ser realizada, para melhorar a sociedade, pois, sublinha Isabel, “todos somos necessários”.

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Oito colegas da criança com difteria são portadores, mas estão vacinados

Oito dos 57 colegas e amigos da criança infectado com difteria analisados são portadores assintomáticos da bactéria e não desenvolveram a doença porque estão vacinados, mas poderiam ter transmitido à criança de seis anos de Olot (Girona), que ficou doente porque não havia sido vacinado

Instrumental de saúde utilizado para vacinar contra a hepatite. EFE/Paul Buck.

Quarta-feira 03.06.2015

Sexta-feira 20.03.2015

Sexta-feira 26.04.2013

Segundo informou hoje o ministro da Saúde da Generalitat da catalunha, Boi Ruiz, embora se tenha encontrado a bactéria nesses oito menores, que hoje começaram a ser tratados com antibiótico e que permanecerão presos em suas casas, enquanto durar o tratamento, não se sabe ainda o foco original que infectou a criança que está em estado grave no Hospital Vall d’Hebron de Barcelona.

Perante esta situação, o departamento de Saúde tem recomendado a todas as associações que organizam acampamentos de verão na comarca da Garrotxa, onde reside a criança afetada e onde 3% da população está vacinada contra a difteria, que exijam dos pais carteira de vacinação dos menores.

Por agora, os oito companheiros portadores de bactérias da difteria permanecerão em seus domicílios “entre oito e dez dias”, enquanto durar o tratamento com antibiótico, segundo explicou o ministro.

Os pais e o ambiente destes oito crianças também foram analisados para descartar que existissem mais pessoas portadoras que possam levar a outras que não estejam vacunadas.

Saúde indicam que as crianças que possam ser portadores da doença podem chegar a manter a bactéria durante mais de seis meses em seu organismo, por isso Ruiz recordou a importância das vacinas.

Boi Ruiz voltou a insistir na “responsabilidade dos pais” para que vacunen seus filhos, já que a evidência neste caso, em Olot é que as crianças, os portadores não têm nenhum sintoma ou estão doentes e os que não estão vacinados ficam expostos às doenças.

“Se a cem por cento da população fosse vacinada, não teríamos este tipo de preocupações”, lamentou o ministro.

Ruiz foi informado de que a Autarquia solicitou ao Ministério da Saúde que tanto a vacina da varicela, como a meningite B, são incluídos no calendário de vacinas obrigatórias na Catalunha.

O secretário de Saúde de Catalão, Antoni Mateu, indicou, além disso, que desde que conheceu o caso de difteria, A Localização subiram cerca de 20 por cento das doses de vacinas fornecidas em Olot.

De todos modos, o Governo “não vai arriscar” e recordou que as casas de acampamentos e os espaços de recreio infantil Da Garrotxa estarão atentos às cartilhas de vacinação das crianças para “garantir a segurança da saúde dos pequenos, por isso que aqueles que não estejam vacinados “lhes alertá-lo do risco que isso pode representar.

Essas medidas preventivas são continuarão levando a cabo as próximas semanas até que se encontre o foco originário deste surto, que ainda não foi descoberto.

De fato, Boi Ruiz deixou a porta aberta para que a causa primária desta infecção não se acabe encontrando, embora o departamento de Saúde foi constituído a partir de hoje um comitê de crise para tratar o assunto.

Por sua parte, o Síndic de Rei, Rafael Ribó, foi aberto um inquérito perante o aparecimento de difteria na Catalunha, “para reivindicar toda a informação” sobre os casos de difteria nesta comunidade autónoma, doença erradicada há quase 30 anos.

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Observatório da Dor na Andaluzia, Fórum com todo o setor afetado

O reforço da atenção primária, a dotação de mais recursos, o impulso para a formação e a homogeneidade das Unidades de Dor são algumas das propostas lançadas no Fórum “Observatório da Dor na Andaluzia”, realizado em Sevilha, onde todo o sector afectado por este problema de saúde pôde deliberar, formular, debater e dialogar

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Terça-feira 04.04.2017

Quinta-feira 08.02.2018

Esta iniciativa contra a dor, organizada pela Agência EFE e a companhia farmacêutica Grünenthal, sempre sentado na mesma mesa durante mais de duas horas com representantes da Secretaria de Saúde de Andaluzia; grupos parlamentares; sociedades médicas, tanto especializadas como a de atenção primária, e pacientes.

O Objetivo?: analisar os desafios da dor, especialmente a dor crônica não-oncológico, que afeta, na Andaluzia a quase um milhão e meio de pessoas.

Todos contra a dor

No Fórum, moderado pelo diretor de EFEsalud, Javier Tovar, intervieram Encarnação Cuéllar, diretora do Plano Andaluz de Atenção às pessoas com dor; Miriam Alconchel, secretaria de Saúde e Consumo da Executiva do PSOE de Andaluzia e deputada no Congresso; Jesus Aguirre, coordenador de política de saúde do PP andaluz e senador; e os porta-vozes da Comissão de Saúde do Parlamento andaluz de Cidadãos e IU, Maria Isabel Júlio e Imaculada Neto, respectivamente.

Por parte das sociedades médicas especializadas tomaram a palavra Ignacio Velázquez, vice-presidente da Associação Andaluza da Dor (AAD); João Luis Lopez Romero, vice-presidente da Associação Andaluza-Rio de Anestesiologia, Reanimação e Terapêutica Dor (AAEAR); José Luis Martínez Montes, presidente da Associação Andaluza de Traumatologia e Ortopedia (SATO); e Ana Maria de Godoy, coordenadora da área de qualidade assistencial da Sociedade Andaluza de Medicina Física e de Reabilitação (SAMFYRE).

A atenção primária tem estado representada por Rafael Carrascal, do Grupo de Trabalho da Dor de SEMERGEN-Andaluzia; Beatriz Martínez Larios, responsável do Grupo de Dor da Sociedade Andaluza de Medicina Geral (SAMG); e Javier Pastor, coordenador do Grupo de Dor da Sociedade Portuguesa de Farmacêuticos da Atenção Primária (SEFAP).

Por parte dos pacientes, a voz tem correspondido a Maria Anjos Fernandes, da Associação Sevilhana de Pacientes com Artrite Reumatóide (ASEPAR).

Durante 140 minutos, os relatores têm dialogado, na Câmara de Comércio de Sevilha, sobre a luta contra a dor em Andaluzia, com propostas e abordagens para avançar em uma estratégia conjunta sobre a dor crônica não-oncológico, uma doença em si mesma.

O reforço da Atenção Primária e sua coordenação com as Unidades de Dor em hospitais; a homogeneização e a presença destas unidades em todas as províncias da andaluzia; a dotação de mais financiamento, recursos e meios; a formação de médicos; a abordagem multidisciplinar na luta contra a dor; e a educação de pacientes e da população, foram, entre outros, os aspectos destacados.

85 por cento dos pacientes de dor crônica não-oncológico em Andaluzia é absorvido a partir da atenção primária.

Sociedades médicas especializadas

“A dor é um problema enorme que vai vir; em 30 ou 40 anos, as pessoas com mais de 64 anos são 28 por cento, e a prevalência da dor será de 70 por cento”, disse Ignacio Velázquez, que defendeu mais recursos e enfatizou: “A primeira trincheira contra a dor tem que ser a atenção primária, o dinheiro deve ir a eles”.

“Nem todas as Unidades da Dor têm a mesma carteira de serviços. Defendemos a mesma carteira e que tenha unidades em todas as províncias”, acrescentou.

O dr. López Romero pediu aos parlamentares presentes na mesa “sentido comum, consenso nas soluções, apoio financeiro e apoio estratégico para os profissionais de saúde”.

José Luis Martínez Montes pôs o acento na formação dos profissionais de saúde na luta contra a dor e pediu aos políticos “mais compromisso” na educação da população com campanhas contra a obesidade, por exemplo.

A abordagem multidisciplinar da doença foi defendido por todos, entre eles Ana Maria Godoy, que assinalou que 80 por cento dos pacientes têm dor, e 50 por cento é crônico.

A atenção primária

A partir da atenção primária, Beatriz Martínez Larios sublinhou: “nós Somos a porta de entrada, mas ayudadnos, pedimos aos meios políticos e pessoais, formação; seis minutos por consulta é insuficiente para uma abordagem integral”.

Rafael Carrascal foram listados quatro desafios: registro de pacientes de dor na Andaluzia; tomada de decisões compartilhadas; sensibilização dos profissionais e de aprendizagem dos pacientes.

Javier Pastor colocou o acento em tratamentos não-farmacológicos e da sustentação psicológica aos pacientes, e em conscientizar a população de que a dor não é sempre evitável. “A vida dói”, destaca.

Os pacientes

A representante dos pacientes, Maria Anjos Fernandes, pediu “responsabilidade” para todos os grupos envolvidos na luta contra a dor, incluindo os pacientes, e que se tenha com eles as decisões, consensos ou estratégias que são feitas.

Também salientou que não fazem falta nem regras nem mais um decreto, mas sim acções com um curto prazo determinado e que a gestão seja eficiente.

Os políticos

Após ouvir os profissionais e os pacientes, intervieram os representantes políticos.

Miriam Alconchel disse que “se está a avançar, aprofundando e dando prioridade” na luta contra a dor e juntou-se à abordagem geral na estratégia de reforço da atenção primária, além de pedir financiamento específica para a área da saúde dentro de financiamento regional, e garantir a equidade e universalidade das prestações de saúde.

Jesus Aguirre avaliou a dor como “problema de saúde pública” de alta prevalência e elevado volume de despesas; tem defendido o fortalecimento da atenção primária; e pediu pediu que se desenvolvam os planos que existem na Andaluzia contra a dor.

Do Local, Maria Isabel Júlio apostou ouvir os profissionais na luta contra a dor -como aconteceu aconteceu neste Observatório – e foi destacada a necessidade de avaliar os resultados em saúde; “talvez se trate de gastar melhor, não gastar mais”, disse.

Imaculada Neto defendeu o consenso de todo o setor para fazer frente a esta patologia, que aumentem os recursos e que os critérios dos marquem os profissionais.

A Secretaria de Saúde

Encarnação Cuéllar foi qualificada, a dor crônica não-oncológico de “epidemia” do século XXI e foi advogado por sua abordagem multidisciplinar, de acordo com os pacientes, que devem ser co-responsáveis com a sua doença, ao mesmo tempo em que defendeu mais recursos, equidade, acessibilidade e igualdade.

Se mostrou partidária de que a alfabetização da população em saúde e salientou que a dor se pode controlar, mas não existe nem dor zero ou esforço zero por parte do paciente.

Cuéllar foi posto em valor a existência de um plano estratégico contra a dor na Andaluzia (espanha), bem como os distintivos de centros contra a dor, com recomendações para os profissionais para atender os pacientes; e anunciou que no início de 2019 irá ser criada uma sala de Aula virtual de pacientes com dor crônica não-oncológico através da Escola Andaluza de Saúde Pública.

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Obesidade, sistema nervoso, estresse e dieta: interconexionadas

Um estudo realizado por cientistas do Centro de Pesquisa do Câncer de Salamanca (CIC) esclarece, pela primeira vez, as interconexões existentes entre o estresse, o sistema nervoso, a obesidade e dietas saudáveis e com alto teor de gordura

EPA

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

Os resultados do trabalho, realizados com animais geneticamente modificados e publicados na revista “Cell Metabolism“, dão, pela primeira vez, uma visão clara sobre a síndrome metabólica, termo médico utilizado para as patologias relacionadas com a obesidade, informaram fontes do CIC através de um comunicado.

Deste modo, os cientistas constataram que o sistema nervoso e o estresse têm diferentes funções no desenvolvimento das chamadas “doenças do século XXI”, em função da dieta habitual dos indivíduos.

Os resultados também permitiram descartar de forma inequívoca que a pressão arterial elevada contribua de forma direta para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, como se postulava em um estudo prévio.

Além disso, a pesquisa prevê que terapias dirigidas contra ramo do sistema nervoso que determina a reação do organismo ao estresse podem ser de interesse para tratar pacientes com síndrome metabólica que não sejam obesos.

No entanto, essas terapias passariam a ter efeitos graves no caso de ser administradas a pacientes obesos.

Durante estudos anteriores, o computador, do qual fazem parte os doutores do CIC Mauricio Menacho-Márquez e do Centro de Pesquisa em Medicina Molecular e Doenças Crônicas (Cimus) de Santiago de Compostela Rúben Nogueira e Carlos Diéguez, havia desenvolvido um rato geneticamente modificado para analisar o possível papel terapêutico da oncoproteína Vav3 em câncer e outras patologias.

Quando estes animais foram analisados, o grupo pôde verificar que tinham uma alteração do seu nascimento, o que fazia com que tivessem continuamente ativado, o sistema nervoso relacionado com o estresse.

“Isso nos deu a idéia de usá-los para resolver todas as questões relacionadas com a ação do estresse sobre doenças metabólicas”, tem afirmado Menacho-Márquez.

De fato, nas palavras de Bustelo, “o acompanhamento periódico destes roedores, desde o seu nascimento até uma idade equivalente à que teriam pessoas com 80 anos e nos dava uma oportunidade única de ver os efeitos a longo prazo do estresse e, além disso, ver como é que estes variavam em função da dieta, a idade ou a administração de diversos tipos de medicamentos”.

Além disso, “uma vez que os animais tinham um componente genético homogêneo e condições ambientais idênticas, nos permitiu estabelecer correlações diretas entre as condições experimentais e a evolução da doença e, por isso, definir de forma inequívoca, causas e efeitos”, conclui o doutor Menacho-Márquez.

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objetivos do novo presidente da SEN

O doutor Óscar Fernández./ Imagem cedida pela Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN)

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

EFESalud entrevistou o doutor Óscar Fernández, novo presidente da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN) e pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Biomédica de Málaga (IBIMA), um lugar para dois anos.

O que significa para você esta nomeação?

Um compromisso e também um estímulo. A SEN conta com mais de 3.000 parceiros e uma história de mais de 60 anos. Uma sociedade muito participativa, com uma missão: garantir que os neurologistas espanhóis atendem a população com o melhor conhecimento no momento presente.

O que outros objetivos, tem como presidente da SEN?

Uma sociedade científica tem que ter sua ciência moderna. Isso é chamado de formação continuada e, neste biênio, um dos objetivos é a elaboração de uma plataforma on-line de formação continuada em castelhano. Uma plataforma avançada, com acessibilidade a muitas imagens, interativa, de forma que se possa visualizar a neurologia para os sócios e não sócios de fala castelhana de todo o mundo.

Outro aspecto seria promover dentro de nossos neurologistas associados (muitos são parceiros na formação, neurologistas MIR) o interesse pela pesquisa, porque o que nos demanda da sociedade são tratamentos. Há que tentar tratar aquilo que hoje não se pode tratar. Além disso, a neurociência é uma ciência muito interessante, que avança muito rápido, se descobrem cada dia novas coisas e esperamos que rapidamente surgem terapias.

O outro objetivo é fazer um programa de liderança para os neurologistas jovens, onde a maioria são mulheres, e cuja ideia é promover a sua participação também dos órgãos de administração da sociedade. Agora mesmo há um 36% de participação, não queremos que seja paritária, queremos que seja, se é possível majoritária, fomentando a liderança dos jovens e das mulheres. O certo é que a nossa sociedade, que se criou, em 1949, e que até há poucos anos era majoritariamente masculina, hoje em dia é mais feminina que masculina, com 52 ou 53% de mulheres.

Será que Estamos na vanguarda europeia?

A medicina em Portugal no geral está muito bom. Quando comparam o nosso sistema de saúde com a maioria dos países, até mesmo de países europeus, vemos que estamos muito bem. Na primeira linha, eu não tenho nenhuma dúvida. Mas é algo em constante mudança e temos que actualizarnos continuamente.

Para isso nós temos, por exemplo, uma biblioteca virtual que permite aceder a qualquer artigo para os neurologistas da sociedade, e este tipo de serviços é feita porque a mudança é permanente.

O Suspende ou aprova a investigação em matéria de neurologia, em Portugal?

No Brasil, há uma pesquisa muito boa, mas ainda há que consolidar dentro da clínica em hospitais. É necessário que haja gente jovem que quer ir nesta linha, pelo que se deve incentivar e é por isso que isso um de nossos projetos é promover a formação em pesquisa para os neurologistas mais jovens.

Como é a saúde em Portugal em matéria de neurologia?, Quais são as principais doenças?

Neste aspecto somos como os europeus. As principais doenças são o acidente vascular cerebral, demência, dores de cabeça, epilepsia; e outras também frequentes, embora muito menos como a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica e doenças neuromusculares.

O desafio desta década é o acidente vascular cerebral e a doença de Alzheimer que se associam com a idade e estão aumentando. Há que investigar muito mais e está fazendo por exemplo com estudos que estão começando em todo o país.

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Obesidade e dismetabolismo, ameaça econômica para os sistemas de saúde

A obesidade e todas as doenças associadas a ela estão ganhando volume e presença de um modo de zona industrial. De acordo com dados da ONU, há mais de 300 milhões de pessoas obesas no mundo e mais de mil milhões com excesso de peso. A doutora Katy Eftekhar analisa este problema e seus riscos econômicos para os sistemas de saúde

EPA/Britta Pedersen

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Quinta-feira 11.09.2014

Segunda-feira 01.09.2014

Segunda-feira 12.05.2014

Muitos especialistas falam da obesidade como a grande epidemia do século XXI. A ameaça de este transtorno em saúde é grave e preocupante. Mas não só para a saúde, também para o equilíbrio e a sustentabilidade dos sistemas de saúde. A doutora Katy Eftekhar, especialista em dermatologia estética e diplomada em dismetabolismo e nutrição ortomolecular, além de membro da comunidade on-line de saúde Saluspot, conhece a fundo esse problema e explica em EFEsalud.

Obesidade e dismetabolismo, ameaça econômica para os sistemas de saúde

por Katy Eftekhar

A obesidade e todas as doenças associadas estão ganhando volume, de um modo zona industrial. De acordo com dados da ONU, há mais de 300 milhões de pessoas obesas e mais de mil milhões com sobrepeso em todo o mundo. Além disso, o número de pessoas que apresentam a Síndrome Metabólica “x” (o que poderíamos definir como um grupo de fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 por causa da resistência à insulina e doenças cardiovasculares, entre outros) também cresce de um modo imparável.

Esta curva ascendente a encontramos não só nos países desenvolvidos. Também começamos a perceber seu traço nos chamados países em vias de desenvolvimento, embora em menor medida. São populações que estão se importando maus hábitos alimentares e um inadequado estilo de vida e que estão conduzindo inexoravelmente a uma taxa preocupante de obesidade.

O peso destes números há balançar o sistema econômico-sanitário, de qualquer país. Devido a este flagelo, o desempenho no trabalho reduz-se significativamente e os gastos em saúde, se multiplicam. Estes representam, na atualidade, mais de 3,5 bilhões de dólares, equivalentes a 5% do PIB mundial.

O custo da obesidade

Só nos Estados Unidos, um cidadão obeso custa 40% a mais do que um com peso normal. O custo para tratar estes pacientes (em grande número diabéticos) é de 3,4 trilhões de dólares anuais. Ou seja, três vezes mais do que o gasto fixo de todo o sistema de saúde de saúde norte-americano.

É claro que a obesidade é uma doença muito cara. E que quando se trata de elaborar planos de negócios (como nas empresas em que se trabalha com o sistema pré-pago ou com apólices de saúde) é “vital” de saber quanto custa um doente de diabetes. Nos EUA, esses pacientes têm um preço e os empresários lidam com estes números como se fossem ativos na bolsa de valores.

Uma pessoa saudável representa um gasto anual de cerca de 4.000 dólares. No entanto, se o sujeito apresenta diabetes a coisa muda. O custo poderia chegar 11.700 dólares por ano. E se apresenta um tipo de diabetes complicado poderia gerar um gasto de us $ 20.700 por ano. A conclusão a partir de um ponto de vista estritamente empresarial é que a máxima rentabilidade – produtividade só se obterá investindo em pessoal saudável. Não é de admirar que as seguradoras façam estudos aprofundados através de marcadores de insulina, colesterol, glicemia… cujos resultados lhes permitam saber se o paciente tem um risco dismetabólico ou não.

Mais desenvolvimento, mais obesidade

Os dados vistos até agora são enviados para os Estados Unidos porque, não em vão, este país representa o paradoxo de que o aumento do índice de desenvolvimento económico com todas as comodidades que traz preparadas) sempre acompanhado de um aumento nos índices de obesidade. Os números da Organização Mundial da Saúde mostram que, em geral, os países com maiores níveis de renda são os que mostram maior prevalência de obesidade.

Além disso, os estudos mais recentes têm comprovado que a obesidade e diabetes avançam da mão-de um modo descontrolado.

Os pacientes diabéticos são caracterizados especialmente pela sua cronicidad. Em 2002, nos Estados Unidos os custos totalizados per capita de essas pessoas foram de us $ 13.243 frente aos 2.560 dos não aquejados pela doença. E, cinco anos depois, em 2007 , os pacientes desta doença foram gastos médicos 2,3 vezes maiores do que o resto da população.

A sangria econômica que representa para os EUA gastar 113 bilhões de dólares, ano após ano, para atender os pacientes com obesidade e diabetes significa não poder atender a outras necessidades do âmbito da saúde, educação, cultura.

São patologias que devido quase todo o orçamento da saúde e o único modo de não chegar a essa situação é antecipar a doença.

Medicina Preventiva

A chave está, portanto, na Medicina Preventiva. A falta de exercício, a vida sedentária, o fácil acesso a alimentos altamente calóricos, as dietas altas em açúcar, sal e gordura; tudo isso tem deteriorado o nosso estilo de vida.

Há alguns anos começaram a ser elaborados estudos de custo-efetividade. Na verdade, é o que se tratava era de “treinar” em relação às orientações alimentares, de comportamento. Foi aplicado em escolas, universidades, empresas e até mesmo a nível nacional. As conclusões incidian em realizar um trabalho preventivo e, acima de tudo, prestar muita atenção à alimentação, o exercício físico e o controle dos níveis de estresse.

E é que as previsões dos especialistas não são nada promissoras. Para 2020, estima-se que serão produzidos cerca de 50 milhões de mortes relacionadas com doenças crônicas cardíacas ou diabetes. Todas elas são, ao fim e ao cabo, a consequência final do dismetabolismo.

Reação das empresas

Perante esta situação, algumas empresas têm tentado tirar este peso de cima e começaram a introduzir pequenas alterações obtendo grandes êxitos.

Foi aplicado um padrão alimentar para os menus, foram estabelecidos programas de pausa ativa, de ginástica e foi habilitado espaços para o exercício e o desporto, em qualquer momento do dia e o uso de colágeno hidrolisado para ajudar a combater o excesso.

O controle do diabetes e da hipertensão arterial foi traduzido em um menor índice de absentismo laboral e a educação para adoptar um estilo de vida saudável tem relatado resultados satisfatórios em pequenas empresas, reduzindo o risco cardiovascular e aumentando o HDL, ou seja, as alterações associadas a um quadro de obesidade.

Já vimos que, à medida que aumentam as complicações associadas à obesidade e à Síndrome Metabólica ocorre um maior custo econômico e deterioração das políticas de bem-estar. Se somos capazes de minimizar estes problemas, abordando as doenças, como um todo, desde a prevenção e a Medicina Integrativa conseguir estabilizar os sistemas econômicos e, o mais importante, devolver a saúde a uma população doente.

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Obesidade infantil, autêntica crise de saúde pública

EFE/LEX VAN LIESHOUT

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Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

A obesidade infantil tornou-se, segundo a Organização Mundial de Saúde, em uma pandemia que se estende a muitos países e ataca muitas pessoas.

A obesidade infantil deve ser tratada como uma verdadeira crise de saúde pública, afirmou com determinação em “O Busturí” Anabel Aragão, responsável pelo departamento de Nutrição e Saúde da Nestlé, desde a “Ou” de Obesidade infantil no Abecedário da Nutrição.

As taxas alarmantes

Em Portugal, a prevalência de excesso de peso infantil é das mais altas da Europa; 4 em cada 10 crianças e jovens entre 8 e 17 anos têm excesso de peso ou obesidade. 26 por cento acima do peso e 12,6 por cento obesidade. Trata-Se de um problema de grande magnitude e de enorme transcendência, reafirma Aragão, em linha com a preocupação de especialistas, instituições e organizações de saúde.

A obesidade têm consequências importantes: sociais, econômicas, sanitárias; e deve ser abordada em que aparecem os primeiros sinais, seja na idade que for.

Quando se considera que uma criança é obeso?, pergunta Ermesenda Fernández Anabel Aragão

Para avaliar a obesidade na infância, existem diversos métodos, aponta a nutricionista; relacionam-se idade, sexo, peso e tamanho, com o Índice de Massa Corporal , e estabelece uma comparação com tabelas de percentis específicas.

A obesidade é uma doença multifatorial, não há uma única causa, costuma iniciar-se na infância e adolescência; contribuem para os fatores genéticos, aspectos estes que investiga a nutrigenómica, mas os hábitos alimentares familiares e estilo de vida são as causas mais importantes, explica Anabel, que precisa que uma alimentação balanceada e uma vida sedentária são o caldo de cultura.

Aragão remete ao controle do pediatra para combater a obesidade e garante que é mais fácil de corrigir quanto antes colocar os remédios. Pede a participação dos pais através de uma boa alimentação para seus filhos, e lhes pede que vão pregar com o exemplo.

Uma dieta equilibrada e controlada é a melhor terapia, se for adicionar o uso de emagrecedores como o womax, confira as dicas abaixo:

Há truques ou medidas para esta dieta adequada? Sim.

  • Não deixe as tentações alimentares contraproducentes da vista das crianças.
  • Limita os produtos com açúcar. Bolos e bebidas açucaradas só em situações muito excepcionais.
  • Não compre o que não devem comer.
  • Ajusta a ração à sua idade e use pratos pequenos.
  • Que bebam água e não entertain com jogos, jogos de computador, tecnologia, televisão.

O perigo físico, a obesidade é o acúmulo de gordura -adipócitos – que chega a desenvolver-se, na fase infantil, estas células são aumentados em excesso. Se ele permite que isso aconteça, então é mais difícil corrigir o problema; nunca se deve pensar “quando crescer quer emagrecer”.

Obesidade infantil, um fator de risco para outras doenças

A obesidade infantil, contextualizada Anabel Aragão, é um fator de risco para outras doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão ou doenças do coração, entre outras; estas doenças, que até há pouco pareciam apenas de adultos, cada vez estão mais em crianças ou jovens com excesso de peso ou obesidade.

E o que fazer para que a criança coma de tudo?

  • Primeiro, ouça a criança sobre a quantidade que deseja que lhe sirva, o ideal é que se autorregulen eles.
  • Tem que comer de forma consciente, em pratos pequenos e com pouca quantidade. Se querem repetir, seja o primeiro prato, segundo prato e fruta. A água à mão; há que aceitar que rejeitam algum alimento; e não há que forçar para que terminem o prato.
  • É importante comer de forma descontraída, não em menos de 30 minutos, mas que a criança não fique só para terminar o prato, e não se deve nunca usar a comida como recompensa: pode ser um ganho a curto prazo, mas não por muito tempo, e, além disso, nada de educação.

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Obama assinou uma lei milionária contra o câncer e a heroína

Obama dando um de seus discursos. EFE/EPA/Hyosub Shin

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Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Parte desses fundos serão usados também para melhorar os programas de saúde mental, estimular a medicina de precisão e modernizar o desenvolvimento de medicamentos por parte da agência federal encarregada dessa tarefa.

Obama assinou a lei, aprovada pelo Congresso na semana passada, durante um ato na Casa Branca, acompanhado por seu vice-presidente, Joseph Biden, e vários legisladores democratas e republicanos.

Além disso, Obama foi introduzido por David e Kate Grubb, que perderam a sua filha Jessica, por causa de uma overdose, na Virgínia Ocidental, estado onde residem e um dos de maiores taxas de vício em heroína e analgésicos opiáceos, um problema que se tornou epidémico em muitos pontos dos EUA.

Essa epidemia pode afetar “a todo o mundo”, advertiu Obama, antes de assinar a lei, que destinará 1.000 milhões de dólares para os tratamentos contra o abuso de medicamentos de prescrição e o consumo de heroína.

Outra das peças fundamentais da Lei de Curas é o do financiamento, no valor de 1.800 milhões de dólares, que vai parar a campanha que encabeça Biden para derrotar o câncer.

Esta lei “mudará a essência da cultura de nossa luta contra o cancro” e servirá para dar “um sentido de urgência”, ressaltou no ato o vice-presidente, que perdeu em maio de 2015 a seu filho Beau, de 46 anos, devido a um tumor cerebral.

Mais de um milhão de assinaturas no Congresso português para um novo medicamento contra o câncer

Mais de 1.070.000 pessoas assinaram uma iniciativa de cidadania, apresentada no Parlamento português, que tem como objetivo garantir o financiamento da pesquisa de um novo medicamento contra o câncer, que estão levando a cabo cientistas da Universidade de Granada.

Em conferência de imprensa, às portas do Congresso, o promotor desta iniciativa, o médico aposentado Sebastião Martin, afirmou que a droga é capaz de “reduzir” o tamanho dos tumores ao “atacar diretamente as células-tronco cancerígenas.

Para começar a ensaiar com humanos, o novo medicamento, desenvolvido por uma equipe de jovens da Universidade de Granada, são necessários dois milhões de euros, dos quais a Junta de Andaluzia aprovou há um ano, uma ajuda de 200.000, que agora, segundo lhes foi comunicado, reduz-se a 36.000, explicou Martin.

Este doutor foi entregue aos diferentes grupos parlamentares, com um dossier com as assinaturas e comentários dos cidadãos, e disse que vai se reunir com representantes dos principais partidos políticos para tratar este “horror projeto”.

“Milhares de pessoas afetadas por esta doença têm de pôr sua esperança em que os governos façam um esforço importante por conseguir que o avanço da investigação”, afirma Martin.

Além disso, o impulsor da iniciativa foi relatado a importância de que a sociedade em conjunto tome consciência de que “a dignidade e o trabalho dos cientistas, para assim dar um “salto qualitativo” na investigação em Portugal.

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Obama anuncia um novo plano nacional para acabar com o câncer

Obama dando um de seus discursos. EFE/EPA/Hyosub Shin

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Quarta-feira 30.12.2015

Terça-feira 08.12.2015

“Os seres queridos que perdemos, pela família que ainda podemos salvar, façamos o que os Estados Unidos seja o país que cura o câncer de uma vez por todas”, afirmou Obama durante o último discurso de sua Presidência sobre o Estado da União perante o Congresso.

Obama colocou à frente da iniciativa a seu vice-presidente, Joe Biden, que transformou a luta contra o câncer, uma prioridade pessoal desde que perdeu, em maio passado, seu filho Beau, de 46 anos, devido a um tumor cerebral.

Plano de acção

“Hoje, o câncer é a principal causa de morte em todo o mundo. E se espera que isso aumente nas próximas décadas, a não ser que façamos mais avanços hoje mesmo. Eu sei que podemos fazer isso”, disse Biden em uma mensagem distribuído pela Casa Branca.

A iniciativa consiste em “aumentar os recursos, tanto privados como públicos, para lutar contra o câncer”, e quebrar as barreiras entre os centros de pesquisa sobre a doença para que alcancem os “níveis sem precedentes de cooperação”, segundo explicou Biden.

“O objetivo desta iniciativa é simples: duplicar o ritmo ao que avançamos. Fazer em cinco anos, os avanços que nós faríamos em uma década”, acrescentou.

Trabalho em equipe

Ao longo deste ano, o vice-presidente liderará um “esforço conjunto de Governos, do setor privado, pesquisadores, médicos, pacientes e empresários para buscar investimentos, a coordenação entre as diferentes iniciativas e aumentar o acesso à informação para todos na comunidade contra o câncer”, segundo explicou.

“O Governo federal fará tudo o que, possivelmente, possa, através de fundos, para as iniciativas concretas e de uma maior coordenação com o setor privado – para apoiar a investigação e permitir os avanços”, prometeu Biden.

Ele acrescentou que as empresas especializadas em tecnologia e dados também podem contribuir para “revolucionar posso compartilhar” a informação médica e de investigação.

“Foi uma chamada para toda a humanidade. E inspirou uma geração de norte-americanos -a minha geração – a se interessar por ciência e da inovação, com o que, literalmente, ultrapassou as fronteiras do que era possível”, continuou.

“Este é o nosso lançamento para a Lua. Sei que podemos ajudar a solidificar um compromisso global genuíno para acabar com o câncer, tal como o conhecemos hoje, e inspirar uma nova geração de cientistas para que busquem novas descobertas”, concluiu o vice-presidente.

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Nutriplato, uma didática e simples maneira de comer equilibradamente

Refeitório escolar. EFE/Javier Cebollada

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O estilo de vida dos espanhóis mudou significativamente. Fomos longe da típica dieta mediterrânica e estamos adquirindo hábitos mais sedentários, e isso se traduz em uma maior taxa de excesso de peso (23,2%) e obesidade (18,1%) na infância, de acordo com dados da OMS.

Na infância é quando institui os costumes de vida, por isso é tão importante dotar as famílias de uma adequada educação e colocar à sua disposição ferramentas para que as crianças adquiram hábitos de vida saudáveis que perdurem ao longo de sua vida.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado em 2003, chamado “Regime alimentar, nutrição e prevenção de doenças crônicas”, assegura que limitar o tamanho das porções de alimentos, reduz o risco de excesso de peso e obesidade infantil.

Afirma ainda que as crianças obesas têm maior risco de desenvolver problemas de saúde graves como:

  • Diabetes tipo 2
  • Hipertensão arterial
  • Asma
  • Distúrbios do sono
  • Hepatopatías
  • Baixa auto-estima
  • Depressão
  • Isolamento social
  • Morte prematura
  • Deficiência em idade adulta

Nutriplato, além de um prato físico

O Nutriplato mostra de uma forma simples, gráfica e atraente a proporção de verduras, carboidratos e proteínas que devemos tomar em cada refeição.

  1. Em cor verde: vegetais e produtos hortícolas (50%)
  2. Em vermelho: carne, peixe, ovos ou legumes (25%)
  3. Em amarelo: cereais ou tubérculos (25%)

um guia para orientar os pais sobre as quantidades que tem de tomar a criança em função da idade e oferece ideias práticas com receitas variadas.

Os materiais foram elaborados pela Nestlé com o assessoramento de uma equipe de nutricionistas-nutricionistas do serviço de Gastroenterologia do Hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona.

O Nutriplato junto com o seu guia será distribuído em primeiro lugar entre os pacientes da Unidade de nutrição clínica e dietética do Hospital Sant Joan de Déu” para avaliar se o seu uso afeta os hábitos alimentares. Em uma segunda fase foi distribuído a todos os pacientes do hospital e se estender a outros domínios, como os centros de atenção primária.

Vida mais rápida, alimentação mais deficiente

Anabel Aragão, responsável pela saúde e nutrição da Nestlé, garante: “apesar de que agora existe mais informação do que nunca sobre as recomendações nutricionais, vamos para trás e nos afastamos da dieta mediterrânea. Devido ao ritmo de vida que levamos agora, é um desafio realizar uma boa prática”.

A nutricionista do Hospital Sant Joan de Déu Mireia Termes concorda com a ideia de que se está perdendo “o conceito de dieta saudável” e defende que com este projeto quer “promover que as famílias voltem a comer de forma equilibrada, de acordo com a dieta mediterrânica, para prevenir o excesso de peso e a obesidade, que está se dando nos últimos anos”.

Aragão indica que o Nutriplato é uma “ferramenta prática” , que explica como comer e em que quantidade, e pode melhorar o dia-a-dia das pessoas.

“Através do observatório da Nestlé vimos que não existe ainda suficiente sensibilização em muitos pais sobre a problemática do excesso de peso em seus filhos, não o vêem como um problema de saúde presente, nem futuro”, declara o responsável de saúde.

Ambas terminam com a necessidade de seguir alguns “bons hábitos alimentares”; há doenças em que não se pode interferir, pois são de caráter genético, mas na alimentação, mas sim que podemos, por isso está na nossa mão, ser conscientes e responsáveis da importância desta tarefa, porque somos o que comemos.

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Objectivos realistas para sobreviver no labirinto das expectativas

Laura Martinez Tebar | MADRID / EFE / ERMESENDA FERNÁNDEZ E LAURA MARTINEZ TÉBARMartes 18.07.2017

“Quero ser médico”. Este pode ser o desejo de muitos jovens que estão decantando nestes momentos, pelo seu futuro profissional. Mas, se se trata de uma expectativa de maior dimensão? Se é que me da melhor outra atividade, por que não decantarme por ela?

Um visitante caminha por um labirinto de 2100 metros de cartão. PEQUIM (CHINA) EFE/Michael Reynolds

Este é apenas um exemplo de como as expectativas iniciais podem acabar tornando-se outro destino. No entanto, não haveria maior problema de não ser porque este “mudança de planos” traz consigo a infelicidade das pessoas.

As expectativas têm que ver com a forma como “nós pensamos que nós” no futuro. Dependendo de como tracemos as mesmas e de como as usamos, podem ser positivas ou negativas.

Sergio García, colaborador de “O Bisturi”, traz-nos as chaves para viver com as expectativas de acordo com a realidade e que sejam benéficas para a nossa saúde emocional.

Segundo o psicólogo, “quando há uma sobreexpectativa já não se vive no mundo, mas uma ilusão” e se as expectativas nos afetam, “o que estamos fazendo, de alguma forma, é ter um preconceito”. Ou seja, a expectativa e o preconceito podem chegar a ser o mesmo.

As expectativas podem chegar a frustarnos gravemente. Para que não sejam prejudiciais, é necessário parar para pensar primeiro em fazer aquilo que de forma natural se tenha mais vontade de fazer.

A chave é “deixar-se levar pelo aqui e agora, e ser conscientes de quais são as nossas possibilidades”. Deste modo, serão excluídos do caminho as expectativas que sejam negativas.

Conta o especialista que as pessoas não podem saber para onde vão chegar”, se não o fazem a pé”. O interessante é que nesse caminho que cada um empreende, este seja capaz de perceber o que se tem à mão” e, a partir daí, tomar decisões, comenta.

Além disso, aponta que é interessante “executar certos interrupções que nos permitam tomar força e assim gerar outro tipo de vias que derivem do caminho inicial”.

Como se de uma árvore se tratasse, “vamos crescendo com diferentes ramos e direções diferentes”. Portanto, o crescimento não se pode medir de uma forma automática, com base em uma previsão de antecedência, mas há que saber que “um cresce de forma incomum”.

Além da autoexigencia e as expectativas frustradas, a título pessoal, cabe o desengano produzido pelas sobreexpectativas geradas pelas pessoas que nos cercam.

“Isso pode gerar que não nos vejamos a nós mesmos, pois para poder saber quem somos, temos o espelho dos outros”, afirma.

Dependendo de com quem nos relacionemos, essa pessoa “colocado” uma expectativa sobre nós. Assumir de forma automática tais expectativas dos outros sobre nós mesmos “vai levar ao engano, já que vemos que não somos a pessoa que nos estão dizendo”.

Essas expectativas têm que ser filtradas por cada pessoa, pois, “quando um homem se deixa levar pelas expectativas dos outros, está vivendo uma vida impostada”.

Quando esses desejos ou aspirações não são da pessoa em concreto, mas que são importadas da família ou de outras pessoas que apreciam, a frustração chega ao “não dar-se conta de que se trata de uma expectativa falsa de frente para o que eu queria”, garante.

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Obesidade infantil, a pandemia do século XXI em Portugal e Europa

Estudos recentes alertam do aumento das taxas de sobrepeso e obesidade infantil em Portugal e na Europa, um problema que profissionais da área da saúde, como a pesquisadora do CIBERobn e médico especialista em pediatria Fernanda Leis, qualificam-se como “a grande pandemia” da época atual

EFE/Brais Lorenzo

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Segunda-feira 10.09.2018

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O índice de massa corporal (IMC) é um indicador internacionalmente reconhecido para calcular um excesso de gordura em adultos e a fórmula é uma simples equação -kg/m2, que se pode extrair o grau de gravidade da obesidade.

A doutora Leis, médico do Complexo Hospitalar Universitário de Santiago (CHUS), explicou à EFE que, no caso das crianças, considera-se que uma criança tem excesso de peso quando o IMC encontra-se acima do percentil 85, obesidade se ultrapassa 95 e obesidade mórbida se excede o percentil 99.

O percentil é o valor do elemento que divide um conjunto de dados em cem grupos de igual valor ou em intervalos iguais.

O diretor do Instituto de Obesidade (IOB), Adelardo Cavaleiro, coincide com a pesquisadora galega em que “são muitas as causas” que convergem para que a Espanha seja o país com a maior prevalência de obesidade infantil em toda a Europa”, com um crescimento “muito mais rápido” que o dos EUA nos últimos vinte anos, ao passar de 30% a 65% da taxa de obesidade infantil, garante.

Quanto às causas, a doutora Leis aponta que 95 % dos casos de obesidade infantil responder a uma predisposição, a causas genéticas e ao ambiente”.

Menciona fatores como a alimentação, a falta de actividade física e a inatividade”, e considera estas duas últimas como independentes, já que, devido a inatividade ou o “lazer passivo”, além de não gastar energia para se consumir “alimentos que não são saudáveis”.

Ambos os especialistas concordam em que “os países do sul da Europa, principalmente Espanha e Portugal, contem com “uma maior prevalência de obesidade, apesar de constar, com suas reconhecidas “dietas atlântica e mediterrânica”.

Por comunidades autónomas, Cavaleiro afirma que são também as do sul de Espanha, Andaluzia, Múrcia ou Canárias, as que apresentam maiores níveis de obesidade.

A crise não melhorou a alimentação

Por outro lado, a pesquisadora do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede de Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição (CIBERobn) indica que “vários estudos têm definido a obesidade como doença social”, dado que “as maiores comparações de obesidade se dão em níveis -sociais – mais baixos”.

E, prossegue, embora “acreditávamos que com a crise, as famílias iam para as refeições tradicionais, vemos que vão as calorias mais baratas, enquanto que os alimentos que mais aumentaram seu preço são os mais saudáveis”.

A obesidade infantil “tem consequências a longo, médio e curto prazo”, acrescenta a doutora Leis, e “representa um alto risco para a sobrevivência de nosso sistema de saúde”; Cavaleiro defende uma “consciência coletiva” de que nos encontramos perante “um problema difícil e de longa solução” que, não obstante, é “reversível”.

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oblog: O câncer passa da mãe para o feto?

DRA. LARA IGREJAS / GREGORIO DO ROSÁRIO | Gregorio Do RosarioViernes 19.02.2016

É possível que uma mulher grávida, que transmita o câncer ao feto?

“É muito raro que uma mulher grávida pode transmitir o câncer ao feto, mas foram detectadas células tumorais circulantes. Geralmente ficam retidas na placenta e não costumam chegar até o feto. Os casos de transmissão cancerígena são uma exceção e só se conhecem na leucemia e melanoma”, diz.

Você pode receber tratamento de quimioterapia ou radioterapia e uma mulher grávida?

“Com a quimioterapia, e durante os três primeiros meses de gravidez, não existe evidência empírica que envolva um risco directo para o feto ou possíveis malformações futuras. A partir do segundo trimestre, e até o momento do parto, só se podem prescrever determinados medicamentos anti-tumorais”, ressalta.

Sabe-Se que a radioterapia aumenta a possibilidade de defeitos congênitos, como também é conhecido que o tratamento do câncer pode provocar alterações na fertilidade.

Porventura pode uma mulher engravidar depois de ter recebido um tratamento para o câncer?

“Sim, pode engravidar. Os tratamentos de quimio e radioterapia gerarão esterilidade temporária, embora às vezes pode se transformar em permanente. Nas mulheres, o mais habitual é que lhes cause alteração nos ciclos menstruais ou desaparecer a regra. Os homens, por regra geral, diminuição do número ou qualidade dos espermatozóides”, explica.

A quantidade de radiação que você recebe no abdômen ou pelve é proporcional à quantidade de radiação que chega aos ovários ou aos testículos.

Uma das opções para um futuro gravidez é congelar óvulos, tecido ovárico e esperma antes do tratamento anticancerígeno.

Em qualquer dos casos, cabe lembrar informações de grande interesse:

  • Durante o tratamento com quimio ou radioterapia não convém ficar grávida, já que existe um grande risco de malformações no feto.
  • Também não é aconselhável dar leite materno ao bebê, direta ou indiretamente. Os medicamentos podem chegar até a leite e passar para o bebê. A alternativa é a preparação do leite materno.
  • Qualquer paciente que esteja diagnosticado com câncer precisa consultar seu oncologista para que ele lhe prescreva o tipo de tratamento de conservação mais adequado. É necessário lutar contra a doença da mãe, e evitar riscos desnecessários para o futuro bebê.
  • Além disso, uma mulher que acaba de ser tratada contra um tumor maligno não lhe aconselha a gravidez para prevenir uma recaída.
  • a oncologia médica recomenda esperar cerca de cinco anos, período de segurança que vai depender de cada caso, de acordo com a idade da paciente e do tipo de tumor que tinha no passado.

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