Objectivos realistas para sobreviver no labirinto das expectativas

Laura Martinez Tebar | MADRID / EFE / ERMESENDA FERNÁNDEZ E LAURA MARTINEZ TÉBARMartes 18.07.2017

“Quero ser médico”. Este pode ser o desejo de muitos jovens que estão decantando nestes momentos, pelo seu futuro profissional. Mas, se se trata de uma expectativa de maior dimensão? Se é que me da melhor outra atividade, por que não decantarme por ela?

Um visitante caminha por um labirinto de 2100 metros de cartão. PEQUIM (CHINA) EFE/Michael Reynolds

Este é apenas um exemplo de como as expectativas iniciais podem acabar tornando-se outro destino. No entanto, não haveria maior problema de não ser porque este “mudança de planos” traz consigo a infelicidade das pessoas.

As expectativas têm que ver com a forma como “nós pensamos que nós” no futuro. Dependendo de como tracemos as mesmas e de como as usamos, podem ser positivas ou negativas.

Sergio García, colaborador de “O Bisturi”, traz-nos as chaves para viver com as expectativas de acordo com a realidade e que sejam benéficas para a nossa saúde emocional.

Segundo o psicólogo, “quando há uma sobreexpectativa já não se vive no mundo, mas uma ilusão” e se as expectativas nos afetam, “o que estamos fazendo, de alguma forma, é ter um preconceito”. Ou seja, a expectativa e o preconceito podem chegar a ser o mesmo.

As expectativas podem chegar a frustarnos gravemente. Para que não sejam prejudiciais, é necessário parar para pensar primeiro em fazer aquilo que de forma natural se tenha mais vontade de fazer.

A chave é “deixar-se levar pelo aqui e agora, e ser conscientes de quais são as nossas possibilidades”. Deste modo, serão excluídos do caminho as expectativas que sejam negativas.

Conta o especialista que as pessoas não podem saber para onde vão chegar”, se não o fazem a pé”. O interessante é que nesse caminho que cada um empreende, este seja capaz de perceber o que se tem à mão” e, a partir daí, tomar decisões, comenta.

Além disso, aponta que é interessante “executar certos interrupções que nos permitam tomar força e assim gerar outro tipo de vias que derivem do caminho inicial”.

Como se de uma árvore se tratasse, “vamos crescendo com diferentes ramos e direções diferentes”. Portanto, o crescimento não se pode medir de uma forma automática, com base em uma previsão de antecedência, mas há que saber que “um cresce de forma incomum”.

Além da autoexigencia e as expectativas frustradas, a título pessoal, cabe o desengano produzido pelas sobreexpectativas geradas pelas pessoas que nos cercam.

“Isso pode gerar que não nos vejamos a nós mesmos, pois para poder saber quem somos, temos o espelho dos outros”, afirma.

Dependendo de com quem nos relacionemos, essa pessoa “colocado” uma expectativa sobre nós. Assumir de forma automática tais expectativas dos outros sobre nós mesmos “vai levar ao engano, já que vemos que não somos a pessoa que nos estão dizendo”.

Essas expectativas têm que ser filtradas por cada pessoa, pois, “quando um homem se deixa levar pelas expectativas dos outros, está vivendo uma vida impostada”.

Quando esses desejos ou aspirações não são da pessoa em concreto, mas que são importadas da família ou de outras pessoas que apreciam, a frustração chega ao “não dar-se conta de que se trata de uma expectativa falsa de frente para o que eu queria”, garante.

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