objetivos do novo presidente da SEN

O doutor Óscar Fernández./ Imagem cedida pela Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN)

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

EFESalud entrevistou o doutor Óscar Fernández, novo presidente da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN) e pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Biomédica de Málaga (IBIMA), um lugar para dois anos.

O que significa para você esta nomeação?

Um compromisso e também um estímulo. A SEN conta com mais de 3.000 parceiros e uma história de mais de 60 anos. Uma sociedade muito participativa, com uma missão: garantir que os neurologistas espanhóis atendem a população com o melhor conhecimento no momento presente.

O que outros objetivos, tem como presidente da SEN?

Uma sociedade científica tem que ter sua ciência moderna. Isso é chamado de formação continuada e, neste biênio, um dos objetivos é a elaboração de uma plataforma on-line de formação continuada em castelhano. Uma plataforma avançada, com acessibilidade a muitas imagens, interativa, de forma que se possa visualizar a neurologia para os sócios e não sócios de fala castelhana de todo o mundo.

Outro aspecto seria promover dentro de nossos neurologistas associados (muitos são parceiros na formação, neurologistas MIR) o interesse pela pesquisa, porque o que nos demanda da sociedade são tratamentos. Há que tentar tratar aquilo que hoje não se pode tratar. Além disso, a neurociência é uma ciência muito interessante, que avança muito rápido, se descobrem cada dia novas coisas e esperamos que rapidamente surgem terapias.

O outro objetivo é fazer um programa de liderança para os neurologistas jovens, onde a maioria são mulheres, e cuja ideia é promover a sua participação também dos órgãos de administração da sociedade. Agora mesmo há um 36% de participação, não queremos que seja paritária, queremos que seja, se é possível majoritária, fomentando a liderança dos jovens e das mulheres. O certo é que a nossa sociedade, que se criou, em 1949, e que até há poucos anos era majoritariamente masculina, hoje em dia é mais feminina que masculina, com 52 ou 53% de mulheres.

Será que Estamos na vanguarda europeia?

A medicina em Portugal no geral está muito bom. Quando comparam o nosso sistema de saúde com a maioria dos países, até mesmo de países europeus, vemos que estamos muito bem. Na primeira linha, eu não tenho nenhuma dúvida. Mas é algo em constante mudança e temos que actualizarnos continuamente.

Para isso nós temos, por exemplo, uma biblioteca virtual que permite aceder a qualquer artigo para os neurologistas da sociedade, e este tipo de serviços é feita porque a mudança é permanente.

O Suspende ou aprova a investigação em matéria de neurologia, em Portugal?

No Brasil, há uma pesquisa muito boa, mas ainda há que consolidar dentro da clínica em hospitais. É necessário que haja gente jovem que quer ir nesta linha, pelo que se deve incentivar e é por isso que isso um de nossos projetos é promover a formação em pesquisa para os neurologistas mais jovens.

Como é a saúde em Portugal em matéria de neurologia?, Quais são as principais doenças?

Neste aspecto somos como os europeus. As principais doenças são o acidente vascular cerebral, demência, dores de cabeça, epilepsia; e outras também frequentes, embora muito menos como a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica e doenças neuromusculares.

O desafio desta década é o acidente vascular cerebral e a doença de Alzheimer que se associam com a idade e estão aumentando. Há que investigar muito mais e está fazendo por exemplo com estudos que estão começando em todo o país.

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