oblog: O câncer passa da mãe para o feto?

DRA. LARA IGREJAS / GREGORIO DO ROSÁRIO | Gregorio Do RosarioViernes 19.02.2016

É possível que uma mulher grávida, que transmita o câncer ao feto?

“É muito raro que uma mulher grávida pode transmitir o câncer ao feto, mas foram detectadas células tumorais circulantes. Geralmente ficam retidas na placenta e não costumam chegar até o feto. Os casos de transmissão cancerígena são uma exceção e só se conhecem na leucemia e melanoma”, diz.

Você pode receber tratamento de quimioterapia ou radioterapia e uma mulher grávida?

“Com a quimioterapia, e durante os três primeiros meses de gravidez, não existe evidência empírica que envolva um risco directo para o feto ou possíveis malformações futuras. A partir do segundo trimestre, e até o momento do parto, só se podem prescrever determinados medicamentos anti-tumorais”, ressalta.

Sabe-Se que a radioterapia aumenta a possibilidade de defeitos congênitos, como também é conhecido que o tratamento do câncer pode provocar alterações na fertilidade.

Porventura pode uma mulher engravidar depois de ter recebido um tratamento para o câncer?

“Sim, pode engravidar. Os tratamentos de quimio e radioterapia gerarão esterilidade temporária, embora às vezes pode se transformar em permanente. Nas mulheres, o mais habitual é que lhes cause alteração nos ciclos menstruais ou desaparecer a regra. Os homens, por regra geral, diminuição do número ou qualidade dos espermatozóides”, explica.

A quantidade de radiação que você recebe no abdômen ou pelve é proporcional à quantidade de radiação que chega aos ovários ou aos testículos.

Uma das opções para um futuro gravidez é congelar óvulos, tecido ovárico e esperma antes do tratamento anticancerígeno.

Em qualquer dos casos, cabe lembrar informações de grande interesse:

  • Durante o tratamento com quimio ou radioterapia não convém ficar grávida, já que existe um grande risco de malformações no feto.
  • Também não é aconselhável dar leite materno ao bebê, direta ou indiretamente. Os medicamentos podem chegar até a leite e passar para o bebê. A alternativa é a preparação do leite materno.
  • Qualquer paciente que esteja diagnosticado com câncer precisa consultar seu oncologista para que ele lhe prescreva o tipo de tratamento de conservação mais adequado. É necessário lutar contra a doença da mãe, e evitar riscos desnecessários para o futuro bebê.
  • Além disso, uma mulher que acaba de ser tratada contra um tumor maligno não lhe aconselha a gravidez para prevenir uma recaída.
  • a oncologia médica recomenda esperar cerca de cinco anos, período de segurança que vai depender de cada caso, de acordo com a idade da paciente e do tipo de tumor que tinha no passado.

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