Observatório da Dor na Andaluzia, Fórum com todo o setor afetado

O reforço da atenção primária, a dotação de mais recursos, o impulso para a formação e a homogeneidade das Unidades de Dor são algumas das propostas lançadas no Fórum “Observatório da Dor na Andaluzia”, realizado em Sevilha, onde todo o sector afectado por este problema de saúde pôde deliberar, formular, debater e dialogar

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Esta iniciativa contra a dor, organizada pela Agência EFE e a companhia farmacêutica Grünenthal, sempre sentado na mesma mesa durante mais de duas horas com representantes da Secretaria de Saúde de Andaluzia; grupos parlamentares; sociedades médicas, tanto especializadas como a de atenção primária, e pacientes.

O Objetivo?: analisar os desafios da dor, especialmente a dor crônica não-oncológico, que afeta, na Andaluzia a quase um milhão e meio de pessoas.

Todos contra a dor

No Fórum, moderado pelo diretor de EFEsalud, Javier Tovar, intervieram Encarnação Cuéllar, diretora do Plano Andaluz de Atenção às pessoas com dor; Miriam Alconchel, secretaria de Saúde e Consumo da Executiva do PSOE de Andaluzia e deputada no Congresso; Jesus Aguirre, coordenador de política de saúde do PP andaluz e senador; e os porta-vozes da Comissão de Saúde do Parlamento andaluz de Cidadãos e IU, Maria Isabel Júlio e Imaculada Neto, respectivamente.

Por parte das sociedades médicas especializadas tomaram a palavra Ignacio Velázquez, vice-presidente da Associação Andaluza da Dor (AAD); João Luis Lopez Romero, vice-presidente da Associação Andaluza-Rio de Anestesiologia, Reanimação e Terapêutica Dor (AAEAR); José Luis Martínez Montes, presidente da Associação Andaluza de Traumatologia e Ortopedia (SATO); e Ana Maria de Godoy, coordenadora da área de qualidade assistencial da Sociedade Andaluza de Medicina Física e de Reabilitação (SAMFYRE).

A atenção primária tem estado representada por Rafael Carrascal, do Grupo de Trabalho da Dor de SEMERGEN-Andaluzia; Beatriz Martínez Larios, responsável do Grupo de Dor da Sociedade Andaluza de Medicina Geral (SAMG); e Javier Pastor, coordenador do Grupo de Dor da Sociedade Portuguesa de Farmacêuticos da Atenção Primária (SEFAP).

Por parte dos pacientes, a voz tem correspondido a Maria Anjos Fernandes, da Associação Sevilhana de Pacientes com Artrite Reumatóide (ASEPAR).

Durante 140 minutos, os relatores têm dialogado, na Câmara de Comércio de Sevilha, sobre a luta contra a dor em Andaluzia, com propostas e abordagens para avançar em uma estratégia conjunta sobre a dor crônica não-oncológico, uma doença em si mesma.

O reforço da Atenção Primária e sua coordenação com as Unidades de Dor em hospitais; a homogeneização e a presença destas unidades em todas as províncias da andaluzia; a dotação de mais financiamento, recursos e meios; a formação de médicos; a abordagem multidisciplinar na luta contra a dor; e a educação de pacientes e da população, foram, entre outros, os aspectos destacados.

85 por cento dos pacientes de dor crônica não-oncológico em Andaluzia é absorvido a partir da atenção primária.

Sociedades médicas especializadas

“A dor é um problema enorme que vai vir; em 30 ou 40 anos, as pessoas com mais de 64 anos são 28 por cento, e a prevalência da dor será de 70 por cento”, disse Ignacio Velázquez, que defendeu mais recursos e enfatizou: “A primeira trincheira contra a dor tem que ser a atenção primária, o dinheiro deve ir a eles”.

“Nem todas as Unidades da Dor têm a mesma carteira de serviços. Defendemos a mesma carteira e que tenha unidades em todas as províncias”, acrescentou.

O dr. López Romero pediu aos parlamentares presentes na mesa “sentido comum, consenso nas soluções, apoio financeiro e apoio estratégico para os profissionais de saúde”.

José Luis Martínez Montes pôs o acento na formação dos profissionais de saúde na luta contra a dor e pediu aos políticos “mais compromisso” na educação da população com campanhas contra a obesidade, por exemplo.

A abordagem multidisciplinar da doença foi defendido por todos, entre eles Ana Maria Godoy, que assinalou que 80 por cento dos pacientes têm dor, e 50 por cento é crônico.

A atenção primária

A partir da atenção primária, Beatriz Martínez Larios sublinhou: “nós Somos a porta de entrada, mas ayudadnos, pedimos aos meios políticos e pessoais, formação; seis minutos por consulta é insuficiente para uma abordagem integral”.

Rafael Carrascal foram listados quatro desafios: registro de pacientes de dor na Andaluzia; tomada de decisões compartilhadas; sensibilização dos profissionais e de aprendizagem dos pacientes.

Javier Pastor colocou o acento em tratamentos não-farmacológicos e da sustentação psicológica aos pacientes, e em conscientizar a população de que a dor não é sempre evitável. “A vida dói”, destaca.

Os pacientes

A representante dos pacientes, Maria Anjos Fernandes, pediu “responsabilidade” para todos os grupos envolvidos na luta contra a dor, incluindo os pacientes, e que se tenha com eles as decisões, consensos ou estratégias que são feitas.

Também salientou que não fazem falta nem regras nem mais um decreto, mas sim acções com um curto prazo determinado e que a gestão seja eficiente.

Os políticos

Após ouvir os profissionais e os pacientes, intervieram os representantes políticos.

Miriam Alconchel disse que “se está a avançar, aprofundando e dando prioridade” na luta contra a dor e juntou-se à abordagem geral na estratégia de reforço da atenção primária, além de pedir financiamento específica para a área da saúde dentro de financiamento regional, e garantir a equidade e universalidade das prestações de saúde.

Jesus Aguirre avaliou a dor como “problema de saúde pública” de alta prevalência e elevado volume de despesas; tem defendido o fortalecimento da atenção primária; e pediu pediu que se desenvolvam os planos que existem na Andaluzia contra a dor.

Do Local, Maria Isabel Júlio apostou ouvir os profissionais na luta contra a dor -como aconteceu aconteceu neste Observatório – e foi destacada a necessidade de avaliar os resultados em saúde; “talvez se trate de gastar melhor, não gastar mais”, disse.

Imaculada Neto defendeu o consenso de todo o setor para fazer frente a esta patologia, que aumentem os recursos e que os critérios dos marquem os profissionais.

A Secretaria de Saúde

Encarnação Cuéllar foi qualificada, a dor crônica não-oncológico de “epidemia” do século XXI e foi advogado por sua abordagem multidisciplinar, de acordo com os pacientes, que devem ser co-responsáveis com a sua doença, ao mesmo tempo em que defendeu mais recursos, equidade, acessibilidade e igualdade.

Se mostrou partidária de que a alfabetização da população em saúde e salientou que a dor se pode controlar, mas não existe nem dor zero ou esforço zero por parte do paciente.

Cuéllar foi posto em valor a existência de um plano estratégico contra a dor na Andaluzia (espanha), bem como os distintivos de centros contra a dor, com recomendações para os profissionais para atender os pacientes; e anunciou que no início de 2019 irá ser criada uma sala de Aula virtual de pacientes com dor crônica não-oncológico através da Escola Andaluza de Saúde Pública.

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