Ofensiva interdisciplinar contra o cancro do pulmão

A combinação de especialistas, de tecnologia de ponta e melhorias terapêuticas permite prestar uma atenção personalizada do paciente com câncer de pulmão; um fator-chave na luta contra esta neoplasia que constitui a primeira causa de morte por câncer no mundo

Radiografia de uns pulmões. EPA/EFE

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A Cada ano são diagnosticados cerca de dois milhões de casos de câncer de pulmão em todo o mundo e, embora os índices de sobrevivência aumentam paulatinamente, dois terços destes doentes não ultrapassam os cinco anos.

A Fundação Grupo IMO realizou recentemente em Lisboa o curso sobre abordagem multidisciplinar e vias futuras de diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão; uma patologia que a cada ano são diagnosticados mais de 26.000 casos em Portugal.

Detecção precoce e abordagem multidisciplinar

O câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer no mundo. José Luis González Larriba, diretor da Área de Oncologia Médica do Grupo IMO e um dos responsáveis do curso, atribuiu a grande mortalidade que este tipo de neoplasia é diagnosticada em estádios avançados.

Neste evento científico, Larriba assegurou que “o diagnóstico precoce e a abordagem interdisciplinar nos permitirão, pouco a pouco, ir a melhorar essas taxas de sobrevivência, porque cada vez sabemos mais sobre esta patologia, a sua resposta aos tratamentos, e isso permite-nos incorporar novos progressos encaminhados a tratar cada vez melhor estes doentes”.

Trata-Se de uma combinação de especialistas, de tecnologia de ponta e melhorias terapêuticas que possibilita a personalização dos tratamentos para cada paciente oncológico em geral e para os afetados de câncer de pulmão em particular.

Desenvolvimento de novos fármacos

González Larriba expôs os novos avanços na Oncologia Médica em câncer de pulmão, destacando-se o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais seletivas e eficazes.

“Estamos conhecendo melhor os mecanismos de resistência ou fuga do câncer de pulmão, com os tratamentos convencionais, de tal forma, que isso está nos permitindo desenvolver novos fármacos para vencer essas barreiras e conseguir uma maior eficácia terapêutica”, explicou.

O médico afirmou que tem esperança no projeto de novos agentes inmunoterápicos com a intenção de “estimular o próprio sistema imunológico do paciente para que, através de suas próprias defesas consiga rejeitar o câncer”.

Técnicas fundamentais

Durante o curso, os especialistas ressaltaram a importância da aplicação da quimioterapia adjuvante à cirurgia e a cc avançada para tumores primários e metástases pulmonares, algumas técnicas que estão permitindo aumentar o índice de sobrevivência.

“Com a aplicação de quimioterapia prévia à cirurgia, em certos casos, conseguimos diminuir o tamanho do tumor e, assim, fazê-lo mais facilmente resecable com o que facilitamos a cirurgia e ajudando a melhorar seu prognóstico”, disse Larriba.

Consciência cidadã

O médico alertou que “90% dos tumores malignos de pulmão afetam os fumantes”, por isso, as campanhas de sensibilização sobre a necessidade de erradicar o tabaco da sociedade são essenciais.

Larriba declarou que em Portugal este tipo de campanhas têm feito com que o número de homens com câncer de pulmão estabiliza e mesmo que haja uma tendência para a diminuição. No entanto, não aconteceu o mesmo com as mulheres. “O número de mulheres com esta doença, principalmente motivado pelo consumo de tabaco continua a aumentar na população feminina, mas também podem ser associadas a causas hormonais”, ponderou.

Os participantes também remarcaron a necessidade de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce deste tipo de câncer e enfatizou a realização de exames específicos para este tipo de patologia para fumadores, pessoas que tiveram ou têm outro tipo de lesões pulmonares e, em geral, para os maiores de 55 anos.

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