OMS convoca o Comité de Emergência para lutar contra o zika

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca um Comitê de Emergência para a próxima segunda-feira para determinar se o surto do vírus do Zika constitui uma emergência de saúde de alcance internacional, anunciou hoje a diretora-geral da entidade, Margaret Chan

A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, durante a sessão do Conselho Executivo da OMS em Genebra EFE/MARTIAL TREZZINI

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A OMS dedicou hoje uma sessão especial de seu Conselho Executivo, que tem lugar esta semana em Genebra, o surto do vírus do Zika, que afeta 24 países e regiões da América Latina, dos quais o Brasil é o mais afetado.

Os primeiros casos na região foram detectadas em maio de 2015 no Brasil, mas não foi até outubro do mesmo ano, que o país descobriu, também, um aumento de microcefalia em bebês nascidos sobretudo no noroeste do país.

Até à data, existem mais de um milhão e meio de casos de zika registrados no Brasil e mais de abrigará 4.180 de microcefalia.

Além disso, no Brasil também foram detectados casos de bebês nascidos com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença que ataca o sistema imunológico e o sistema nervoso e, às vezes, causa paralisia.

Por outro lado, Chan lembrou que o vírus transmite-o mosquito Aedes Aegypti, que normalmente se multiplica com muita velocidade, um crescimento que este ano ainda será mais acelerado por causa do fenômeno meteorológico El Niño, o que fará com chuvas torrenciais e inundações que favorecerão a multiplicação do vírus.

Chan explicou que a organização que dirige está “muito preocupada” com a possibilidade de que as malformações provocadas por vírus, pela rapidez com que a doença se desenvolveu, por falta de imunidade da população e a falta de vacinas ou tratamentos disponíveis.

“O nível de preocupação é tão alto como o nível de incerteza”, acrescentou.

É por isso que, além da convocação do Comitê de Emergência da OMS organizará nas próximas semanas, encontros de especialistas para compartilhar conhecimentos sobre o vírus e seus efeitos.

Assim vai atuar este ano o zika na América

A Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) estima que o vírus da Zika poderia afetar entre 3 e 4 milhões de pessoas na América em um ano, segundo afirmou hoje, em conferência de imprensa Sylvan Aldighieri, especialista em doenças infecciosas desta entidade.

“Tendo em conta que o ano passado houve na América 2 milhões de casos de dengue, e que o mosquito que transmite é o mesmo, e através de modelos computacionais e tendo em conta toda a incerteza com a qual trabalhamos, estimamos que poderia ter entre 3 e 4 milhões de infectados em 12 meses”, afirmou Aldighieri.

O especialista enfatizou sem cessar o fato de que estes números são “estimativas” com base no que se sabe sobre a dengue, doença que, como o chikungunha é transmitida também pela picada do mosquito “aeades aegypty”, que está presente em toda a região, com exceção do Canadá e Chile continental.

“Estamos falando de um continente com 500 milhões de pessoas, onde circulam os quatro tipos de dengue, o vírus do chikingunha, o vírus da febre amarela, e agora o zika, mas a gente não está inmunizada contra ele”, enfatizou Aldighieri.

“Então, tendo em conta a presença maciça do mosquito, os dados sobre infecções de dengue, o fato de que as pessoas não estão inmunizada e o que nos dizem os cálculos, podemos estimar -mas apenas estimar – os números de possíveis infecções”, salientou.

O especialista lembrou que, pode ser que essas infecções são assintomáticas, uma vez que estudos anteriores demonstraram que 75 por cento dos contágios não apresentam sintomas.

No Brasil, o país onde primeiro surgiram os casos e que está mais afetado pela epidemia, já foram contabilizados um milhão e meio de casos de zika e abrigará 4.180 bebês nascidos com microcefalia, doença que se relaciona com a doença, embora ainda não se tenha determinado a causalidade direta.

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