OMS pede avanços políticos para erradicar a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pede maiores avanços políticos para acabar com a tuberculose, que na cerimônia de 6,3 milhões de pessoas em 2016 e continua sendo a primeira causa de morte por doença infecciosa, por cima da aids, embora a taxa de mortalidade caiu de 37% nos últimos seis anos.

EFE/Jaipal Singh

Artigos relacionados

Sexta-feira 24.03.2017

Terça-feira, 19.03.2013

Segundo a OMS, os avanços são insuficientes para erradicar a epidemia em 2035, como propuseram os 194 Estados membros da organização durante uma reunião em maio de 2014, em Genebra, quando aprovaram a conhecida como “Estratégia Global para a Tuberculose”.

Essa é a principal conclusão do relatório anual sobre a tuberculose que membros da OMS apresentaram em conferência de imprensa, em Washington, e que a organização começou a elaborar em 1997, quando estabeleceu o seu sistema de avaliação global sobre esta doença infecciosa.

“A principal solução é política, precisamos de aumentar as atividades de ativismo, precisamos de ações de diferentes setores e precisamos de atenção que vai além dos ministros de saúde”, disse hoje o diretor do Programa global de tuberculose da OMS, Mario Raviglione, na capital norte-americano.

Raviglione, considerou que o debate vive um “momento político sem precedentes” contra o encontro sobre a tuberculose, que se realizará em novembro, em Moscou, entre ministros da Saúde de diferentes países e diante da primeira reunião da ONU sobre a tuberculose, que se desenvolve na segunda metade de 2018.

“Nós temos um momento político sem precedentes diante de nós, que esperamos que nos ajude a tomar decisões para erradicar esta doença, acabar com a discriminação associada a esta doença e com milhões de mortes inúteis”, disse Raviglione, que comanda o programa da OMS contra a tuberculose, desde 2003.

Desce a mortalidade por tuberculose

Segundo o diretor, a “melhor notícia” do relatório anual apresentado hoje é que 53 milhões de pessoas conseguiram se curar graças a diferentes tratamentos desde 2000.

Nesse sentido, o relatório mostra que a taxa de mortalidade (por 100.000 habitantes) diminuiu de 37 % entre os anos de 2000 e 2016 e, a nível regional, a descida mais rápida ocorreu na Europa e na região Ásia-Pacífico, que, desde 2010, foram experimentando quedas de 6 e 4,6 % ao ano, respectivamente.

Apesar dos bons resultados na diminuição da taxa de mortalidade, em 2016, registraram-se de 6,3 milhões de novos casos, o que representa um aumento em relação a 2015, quando houve 6,1 milhões de novos contágios.

Segundo o relatório, 10,4 milhões de pessoas estavam doentes de tuberculose, em 2016, e, dos quais, 90 % eram adultos, 65% eram homens e 10 % eram pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que enfraquece o sistema imunitário e aumenta a possibilidade de sofrer desta doença.

O fenômeno do fortalecimento da tuberculose, o HIV tem uma especial incidência em África, onde se concentram 74% das pessoas com HIV que permaneceu de tuberculose em 2016.

A nível regional, Raviglione destacou que há sete países que concentram 54% dos casos de tuberculose: Índia, Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria e África do sul.

Com relação à américa Latina, Raviglione, explicou que a região é menos afetada do que outras, como a África ou a boa parte da Ásia, e indicou que o desenvolvimento de tratamentos permite que atualmente a América Latina concentre apenas 3% dos 10,4 milhões de casos que existem atualmente.

Entre os países que sofrem mais esta doença, está o Brasil, onde se registraram 82.766 casos em 2016, especialmente nas favelas, que Raviglione considerada como a “incubadora” desta doença no país, devido à impossibilidade de aceder a cuidados de saúde por causa da pobreza.

Assim é a tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa que afeta os pulmões, mas pode afetar outros órgãos.

A doença é transmitida pelo ar, quando as pessoas com tuberculose pulmonar ejetam a bactéria que causa, por exemplo, ao tossir.

Sem tratamento, o índice de mortalidade da tuberculose é alta, mas com um tratamento adequado, o índice de sucesso é de cerca de 85 %.

Até 1940, não se desenvolveram os primeiros tratamentos eficazes contra esta doença e o de melhor resultado, a Rifampicina, que não estava disponível até os anos sessenta.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply